Exportação proibida da planta faz os preços dispararem

iG Minas Gerais |

Junín, Peru. A orgia de compras chinesa e a exportação clandestina de maca não processada e de sementes levantaram dúvidas quanto à capacidade de os países em desenvolvimento controlarem o acesso a espécies nativas.  

Porém, o fato também surpreendeu compradores do tubérculo nos Estados Unidos, Europa e Japão, que de repente viram decolar os preços da maca processada ou foram avisados que simplesmente não resta produto para exportar.

Zach Adelman, fundador da Navitas Naturals, com sede em Novato, na Califórnia, um dos principais importadores dos EUA, afirmou que a empresa antes pagava US$ 7,20 o quilo da maca em pó. Agora, os fornecedores estão pedindo mais de US$ 40 por quilo.

“Não parece que o mercado vá retrair ou nem sequer estabilizar”, disse Adelman. “O mundo deles vai cair no ano que vem quando forem comprar um saco e virem que custa três vezes mais”, afirma.

Em junho, quando a colheita começou, compradores chineses chegaram a Junín, cidade de 10 mil habitantes, localizada a 4.132 metros de altitude em uma planície desolada cercada por morros pardos varridos pelo vento. Em questão de semanas, o tubérculo, membro da família da mostarda com cheiro e sabor picante, viu seu preço dar um salto de US$ 3,60 o quilo para mais de US$ 22 o quilo da variedade mais procurada.

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