Estúdio busca alternativas

Michael Lynton, executivo-chefe da Sony Pictures, afirma que empresa não desistiu de lançar o longa-metragem

iG Minas Gerais | da redação |

Dupla. James Franco e Seth Rogen protagonizam o longa-metragem que virou alvo de ataques
Cindy Ord
Dupla. James Franco e Seth Rogen protagonizam o longa-metragem que virou alvo de ataques

Em entrevista à emissora CNN, o executivo-chefe de Sony, Michael Lynton, disse que a companhia procura alternativas para exibir o filme “A Entrevista”, que foi cancelado após uma série de ameaças do grupo de hackers intitulado Guardiões da Paz, que chegou a fazer referência ao 11 de Setembro.

Lynton garantiu que a companhia tem “um número de opções abertas, que consideramos e que estamos considerando”. “Nosso desejo sempre foi permitir que o público norte-americano pudesse assistir ao filme”, disse o executivo da Sony, que também revelou não ter gostado das palavras do presidente Barack Obama, que considerou um “erro” da empresa cancelar a estreia do longa-metragem. 

Lynton negou que a companhia tenha “cedido” às ameaças dos hackers e culpou as salas de cinema dos Estados Unidos por terem se recusado a exibir o filme, uma comédia de Seth Rogen e James Franco sobre um complô norte-americano para assassinar o ditador norte-coreano, Kim Jong-un.

“O presidente, a imprensa e o público estão equivocados sobre o que aconteceu realmente”, disse Lynton.

A companhia afirmou em comunicado que, depois que os cinemas rejeitaram o filme, “começamos imediatamente a buscar ativamente alternativas que nos permitam estrear o filme em diferentes plataformas”. “Ainda temos esperança de que qualquer pessoa que quiser ver o filme possa ter a oportunidade de fazê-lo”, acrescentou a Sony. Na ocasião do cancelamento – que refletiu na estreia em outros países, como no Brasil, marcada previamente para o dia 29 de janeiro –, a informação era de que a Sony não lançaria “A Entrevista” em nenhuma plataforma, nem mesmo em DVD.

A CNN cogitou que a plataforma virtual Netflix poderia ser utilizada como uma das formas de distribuição do filme, mas a Sony Pictures não fez comentários sobre essa possibilidade.

No ataque cibernético, cometido no dia 24 de novembro, os hackers roubaram dados pessoais de todos os empregados dos estúdios Sony, assim como o conteúdo de e-mails e cinco filmes inéditos, como o novo longa da franquia 007.

O FBI afirmou que tem “informações suficientes” para concluir que a Coreia do Norte está por trás do ataque contra a Sony.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave