FIVB quer que CBV se retrate de acusação de 'confisco'

Entidade nacional afirma que instituição que rege o vôlei no mundo está retendo valor de premiação que já deveria estar em terras brasileiras

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Brasil terá dois favoritos ao título na nova etapa do Mundial que se inicia
DIVULGAÇÃO - FIVB
Brasil terá dois favoritos ao título na nova etapa do Mundial que se inicia

O 'arranca-rabo' entre Confederação Brasileira de Vôlei e Federação Internacional de Voleibol (FIVB) parece não ter fim.

o último capítulo foi uma nota da FIVB desmentindo informação da CBV de que a entidade internacional estaria retendo cerca de R$ 4 milhões em premiações, que já deveriam estar em terras brasileiras.

O montante seria referente a conquista do Grand Prix, pela seleção feminina, e ao vice da Liga Mundial, com o time masculino.

O clima ficou ainda mais tenso com as notas emitidas. A FIVB informa que espera que a CBV "se retrate da acusação totalmente infundada", ainda deixando claro que possui provas de que não está retendo o valor. Segundo a FIVB, "as ações foram tomadas com aprovação da CBV".

Já a CBV afirma que a situação acontece como uma forma de punição pelo fato do Brasil ter desistido de sediar a Liga Mundial. Com a desistência do país, uma multa seria cobrada e a FIVB optou pelo 'confisco' para cobrir as garantias financeiras.

O Brasil optou por não ser mais sede da fase final do torneio depois que a FIVB anunciou punições para o técnico Bernardinho e alguns jogadores, depois de críticas feitas durante o Campeonato Mundial.

Coincidência ou não, a punição para os brasileiros saiu um dia após o relatório da Controladoria Geral da União (CGU) comprovar o envolvimento de Ary Graça, presidente da FIVB, em esquema de corrupção quando ele era mandatário da CBV.