André Oliveira Netto

Diretor comercial da Lealtex

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

A alta do dólar influencia o seu negócio?  

Sim, bastante. A mercadoria acabada importada vai subir, e a mercadoria nacional também sobe porque a matéria-prima é importada e atrelada ao dólar. Se o dólar subiu, sobe tudo. E 2015 vai ser um ano de dificuldade com a diminuição total de consumo.

Essa queda no consumo atinge de que forma a Lealtex?

Acredito que o consumo do nosso produto, que não é um bem de primeira necessidade, vai cair na faixa de 10%. Vendo o equivalente a R$ 30 milhões por ano.

Tem como fugir dessa realidade de baixos negócios?

Sim, abrindo mais unidades Lealtex. Estamos na 11ª unidade. Mas 2015 vai ser um ano de ajuste nas contas, nas finanças, para num futuro breve voltar a investir em crescimento.

Então, o pé no freio foi geral?

Quem não fizer reserva – com planejamento financeiro bem-feito, cauteloso – vai ter sérias dificuldades de sobreviver. Mas esses períodos de crise servem para limpar o mercado de aventureiros, e quem fica sai fortalecido.

Como foi este ano?

Já tivemos queda de 8% no consumo ante 2013. Todos os produtos caíram nas vendas. Em 2013, eram 60 mil pessoas por mês entrando nas dez lojas (a 11ª foi aberta em novembro último), em 2014, pouco mais de 50 mil pessoas/mês. 

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