Experiência é compensadora

iG Minas Gerais | Débora Ferreira |

O sonho de muitos torcedores é conseguir um momento a sós para tietar o ídolo. Com esse pensamento, é muito comum que as pessoas imaginem que voluntários se inscrevam para ficar mais perto das grandes estrelas que desfilam nos eventos internacionais esportivos, mas a máxima não é bem verdadeira.

Nos treinamentos, é reforçado para os envolvidos que deve-se evitar a tietagem, e quem é escolhido garante que concorda com o pensamento. “A gente viu os atletas na zona mista e em coletivas de imprensa, mas não tivemos contato. Nós somos orientados a não tirar foto, estamos em uma posição muito privilegiada dentro do evento gratuitamente, e até mesmo próximos de autoridades de graça. O propósito de estar ali é servir ao evento e ajudar para que as coisas aconteçam da melhor maneira”, explica Pedro Guerra. “Eu não esperava ser chamado, pois foi algo muito concorrido. Minha intenção sempre foi ver como era feito e como funcionavam os bastidores, por ser apaixonado por futebol. Mas a minha função me permitia ficar perto dos jogadores, algo que ficará eternamente na memória e contarei para os meus netos”, completa o corretor de seguros Felipe Eduardo Vieira, que trabalhou em Curitiba. Além dessas “acusações”, os voluntários também precisam conviver com a crítica de que “trabalham de graça para organizações milionárias”, mas quem já foi conta o que recebeu. “Ao fim de tudo, não recebemos valores financeiros, mas todo aprendizado e experiência que tive não tem valor que compre”, explica Felipe.

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