Trabalho nos bastidores atrai participantes de vários países

Voluntários inscritos para os Jogos no Rio, em 2016, falam da expectativa para o evento olímpico

iG Minas Gerais | Débora Ferreira |

Lorenna Senna também se inscreveu para a Copa 2014
Uarlen Valério
Lorenna Senna também se inscreveu para a Copa 2014

Quem já foi voluntário de algum grande evento esportivo mal espera chegar ao fim para fazer planos de se candidatar a outros. A tendência pode ser comprovada pelo grande número de blogs, sites e comunidades no Facebook que servem para compartilhar experiências. Para os Jogos Olímpicos de 2016, que encerraram as inscrições para voluntários no último dia 16, uma turma que trabalhou durante a Copa no Mineirão já aguarda ansiosamente a hora de repetir a experiência.

Não só uma oportunidade para fazer amigos, o trabalho de voluntário acaba se tornando uma chance única na vida de muitas pessoas. Muito trabalho é pré-requisito, mas a recompensa de estar nos bastidores de grandes eventos, colocar em prática o conhecimento de outras línguas, aprender uma profissão – no caso dos mais jovens –, além de ganhar o rótulo de “heróis anônimos” é bastante tentadora para os participantes. “Saí de férias para experimentar isso, estar próximo de um grande evento como esse na minha cidade, e vivenciar essa experiência multicultural sem sair do país. Foi uma senhora experiência, eu faria dez vezes se precisasse”, conta o gerente Pedro Guerra, 35, que atuou no setor de mídia no Mineirão durante a Copa do Mundo. Lá, conheceu amigos, como o taxista Alexandre Vieira, que se tornou um companheiro, pessoas espalhadas por todo o Brasil e pelo mundo, como a freelancer alemã Riccarda Dorothy Sarah Münch. Acostumada a ser voluntária, ela espera poder voltar ao país tão “hospitaleiro”, como define. “Para mim, ser voluntária em um país estrangeiro é uma maneira única de conhecer o país, a língua, a cultura. Durante a Copa do Mundo, eu fiquei na casa de um voluntário com sua família, e foi uma grande experiência”, conta ela, que já “serviu” também na Eurocopa 2012, nos Jogos Olímpicos de Sochi (de Inverno) e no Campeonato Mundial de Handebol em 2013. Mesmo sendo nativo, Pedro garante que a oportunidade também promoveu um grande intercâmbio cultural para quem ficou em sua própria cidade, como foi o caso dele. Inclusive, esse foi um dos motivos que o deixaram mais empolgados com o trabalho. “Após a inscrição, me dei conta do que estava acontecendo: vai ter um evento internacional na minha cidade e tenho que participar disso. Eu estava superaberto, minha cabeça estava pensando em participar da forma que fosse. Fui privilegiado”, contou.

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