Netflix quer ampliar cardápio

Plataforma de vídeo sob demanda pretende lançar novas produções ou temporadas a cada duas semanas e meia

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

“Marco Polo” é produção milionária da Netflix que, no entanto, foi mal recebida pela crítica
Phil Bray/Divulgação
“Marco Polo” é produção milionária da Netflix que, no entanto, foi mal recebida pela crítica

Após algumas empreitadas bem-sucedidas na produção de séries originais, o serviço de vídeo sob demanda Netflix anunciou que busca aumentar – e bastante – o seu portfólio. “Queremos expandir nossa programação original para cerca de 20 séries. A ideia seria lançar novas produções ou temporadas de atrações já existentes a cada duas semanas e meia”, diz Ted Sarandos, chefe de conteúdo do serviço.

Neste mês, a Netflix deu um aperitivo de como seria esse aumento de lançamentos: no dia 12, estreou “Marco Polo” – superprodução cuja primeira temporada, de dez episódios, custou US$ 90 milhões – e, uma semana depois, a animação “Saúdem Todos o Rei Julien”, baseada nos lêmures festeiros do longa “Madagascar” (2005).

Até a estreia de “Marco Polo”, o serviço tinha lançado oito séries próprias desde o início de 2012 – excluindo continuações produzidas pelo serviço para atrações exibidas anteriormente na TV, como o quarto ano da comédia “Arrested Development”.

Sarandos revelou ainda que o serviço quer expandir seus tentáculos e investir na produção de filmes com qualidade de cinema. “Não serão telefilmes, e sim longas com estrelas do cinema, diretores de verdade, feitos para o cinema, mas disponíveis primeiro ou exclusivamente na Netflix”, disse.

O primeiro longa-metragem desse pacote tem estreia prevista para agosto do ano que vem. Trata-se da sequência de “O Tigre e o Dragão”, longa de Ang Lee, vencedor de quatro prêmios no Oscar de 2001, incluindo o de melhor filme estrangeiro. Em outubro deste ano, foi anunciada ainda uma parceria com o ator norte-americano Adam Sandler, que fará pelo menos quatro filmes exclusivos para o serviço.

Críticas. Um aumento na quantidade de produções não necessariamente será acompanhado por um aumento qualitativo, a julgar pelas críticas às mais novas atrações. Enquanto séries da Netflix, como “House of Cards” e “Orange Is the New Black” alcançaram sucesso de crítica – o serviço não divulga audiência, alegando que os números não são medida de sucesso – e conquistaram indicações e prêmio no Globo de Ouro, as novidades não obtiveram os mesmos elogios.

Lançada com alarde, “Marco Polo” alcançou uma pontuação de 48 num total de cem no site Metacritic, que agrega críticas de diversos veículos – “House of Cards” tem 76. Segundo o “New York Times”, a nova série é uma decepção considerando o histórico da Netflix. Nonsense e sem inspiração foram alguns dos termos utilizados pelo jornal na avaliação.

A revista “Time”, por sua vez, considerou a série burra e pouco realista. Mais pesada ainda foi a “New York Magazine”: “Os diálogos de ‘Marco Polo’ são 40% de palavras de verdade e 60% de grunhidos. Infelizmente, quando você escuta as falas é difícil não torcer por mais uuurghhs”.

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