À beira do deserto

Roteiro pelo Rajastão leva a Jodhpur, cidade que encantou marajás, e Jawai, onde leopardos vivem livremente

iG Minas Gerais | Mari Campos |

Rabari.  Nômade conduz seu rebanho pela região de Jawai
Mari Campos/Agência O Globo
Rabari. Nômade conduz seu rebanho pela região de Jawai

Localizada no limite oriental do deserto de Thar, Jodhpur é pequena se comparada a cidades como a gigante Délhi ou mesmo Jaipur. Sua história é no mínimo eclética, passando do domínio Rajput e da invasão Mughal aos príncipes milionários que transformaram o polo em paixão nacional hoje.

Também chamada de Cidade Azul (Blue City) devido às casas com paredes lavadas com índigo na cidade antiga, Jodhpur ainda não foi tomada pela contemporaneidade, apesar de ter 1,5 milhão de habitantes.

Na direção sul, sentido Udaipur, a segunda maior cidade do Rajastão (a primeira é Jaipur) dá lugar a uma versão menos cosmopolita e mais rural da região junto às montanhas. As Aravalli Hills, ainda rodeadas de natureza quase intocada, são hábitats de leopardos que circulam selvagem e livremente – e acaba de ganhar um dos mais celebrados lodges da Índia, o Jawai Leopard Camp.

A união de dois universos tão distintos dentro do cenário indiano – a cidade populosa e as locações mais remotas e ainda tão pouco habitadas das montanhas – é casamento perfeito para quem arrisca ir além do roteiro turístico mais tradicional pelo país, chamado de Triângulo Dourado (Delhi, Agra e Jaipur). A própria estrada que conecta os destinos – frequentemente demorada e empoeirada, a viagem leva cerca de três horas de carro – já serve como uma espécie de adaptação à mudança de cenários.

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