Cielo garante três índices para Mundial no último torneio do ano

Apesar do desgaste da temporada, nadador do Minas fez bem seu papel na piscina do Botafogo, no Rio de Janeiro

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

A surpresa na lista foi a presença de Daynara de Paula, do Minas, que está sendo investigada por doping
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A surpresa na lista foi a presença de Daynara de Paula, do Minas, que está sendo investigada por doping

Mesmo chegando para o Troféu Daltely Guimarães - Campeonato Brasileiro Sênior e para o Open de Natação mentalmente e fisicamente desgastado, César Cielo deu o seu melhor na psicina do Botafogo, no Rio de Janeiro. O que ele fez foi suficiente para lhe garantir três índices para o Mundial em piscina de 50m, em Kazan, na Rússia.

Com os resultados, Cesão ficou próximo das vagas no 50m borboleta, nos 50m livre e nos 100m livre. No borboleta, ele bateu o recorde do campeonato e cravou o segundo melhor tempo do mundo com 22s91. No 100m livre, a marca foi de 48s58 e nos 50m livre 21s60.

Ele ainda teve gás para participar do revezamento 4x100m medley, ajudando o Minas a ficar com a prata. Apesar do saldo positivo, ele reconhece o cansaço nestas últimas competições do ano.

"Eu tinha pedido para abrir os revezamentos para tentar fazer os índices e adiantar as minhas férias porque, mentalmente, está difícil tirar a mesma intensidade com a qual nadei no Mundial", admite.

Nos 50m livre, como já havia feito um bom tempo, Cielo preferiu se poupar.

"Fiquei contente com meus 21s60 dos 50 m livre. Estou numa posição boa para me garantir no Mundial. E ainda tem o Maria Lenk para defender essa vaga. O objetivo era fazer o índice para o Mundial. Acho que o 21s60 me deixa numa posição confortável", indica.

O minastenista agora só quer saber de férias. Recarregar as baterias para entrar 2015 com tudo não sai da cabeça do atleta. 

"Preciso parar de me cobrar um pouco nas próximas semanas. Fisicamente, eu descanso rápido, em dois ou três dias, mas mentalmente estou bem cansado", mostra.

Dificuldades. No Mundial na Rússia, Cielo espera grandes dificuldades. Para ele, o Brasil precisa entrar com força total, aproveitando que a competição poderá ser um teste para as olimpíadas.

"Os melhores times do mundo vão estar lá, um ano antes da Olimpíada, e então vamos poder ter uma ideia do que será possível fazer no Rio, em 2016. Vai ser um Mundial bem pesado e temos de encarar como se fosse uma Olimpíada", aponta.