Entenda como a vitória no Refis desbloqueia receitas e alivia finanças

R$ 37 milhões da venda de Bernard ficam como entrada no Refis; homologação destrava bloqueios de R$ 8 milhões e garante cotas de TV de R$ 120 milhões

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

Entrave no Refis surgiu no fim da era Kalil e foi resolvido agora na gestão de Nepomuceno
LEO FONTE
Entrave no Refis surgiu no fim da era Kalil e foi resolvido agora na gestão de Nepomuceno

A não adesão do Atlético ao Programa de Refinanciamento Fiscal (Refis), do governo federal, poderia inviabilizar seriamente suas finanças e as receitas para as próximas temporadas. 

Mas na sexta-feira, último dia útil da Justiça Federal no ano, o Galo conseguiu restabelecer a validade do acordo no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília.

O trato, firmado em outubro deste ano, tinha sido suspenso pelo juiz federal André Gonçalves de Oliveira Salce no início de dezembro. Na sexta-feira, depois do empenho da diretoria na capital federal, o TRF encerrou a análise dos três recursos impetrados pelo Atlético, julgando-os favoráveis ao alvinegro.

“A partir de então, o Atlético está livre dos bloqueios de suas receitas, retornando ao seu funcionamento normal, com as dificuldades inerentes do futebol brasileiro da atualidade”, disse o clube em comunicado oficial.

Dessa forma, volta a valer aquilo que tinha sido estabelecido em agosto, quando o clube fez o acordo com a Fazenda Nacional e a opção pelo Refis. Na ocasião, a dívida a ser paga foi reduzida de R$ 270 milhões para R$ 190 milhões.

Como estabelecido anteriormente, os R$ 37 milhões da venda de Bernard para o Shakthar Donetsk – negociado em agosto de 2013 – não retornam, pois entram para o pagamento do acordo. Assim, os R$ 153 milhões restantes, agora, serão equacionados em parcelas mensais pelos próximos 15 anos.

Desafogo

Mais até do que a adesão ao Refis, a homologação destrava as receitas recentemente bloqueadas ou penhoradas, como rendas de jogos e outros créditos de caixa, que chegariam a R$ 8 milhões. Esse dinheiro agora vira um alento para o pagamento do 13º salário, de premiações e dos direitos de imagens dos jogadores, que estão atrasados.

E mais. As cotas de TV dos campeonatos Mineiro e Brasileiro, que, somadas, chegam a R$ 120 milhões, também estão garantidas para os planejamentos futuros. O caso Refis não deve sofrer mais reviravoltas porque, diante da decisão do TRF, apenas a União e o Atlético, que poderiam recorrer, estão satisfeitos com o acordo.

Parceria

Mesmo diante da pendência financeira dos últimos meses, o Atlético conseguiu um investidor e anunciou a contratação do atacante Lucas Pratto, que, segundo a imprensa argentina, teria custado R$ 13,5 milhões.

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