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Cenário de “Tropicaliente” e casa de José de Alencar são paradas quase obrigatórias

iG Minas Gerais | Natasha Mazzacaro |

Aventura. Adeptos deslizam no Arrepius, no Beach Park
Natasha Mazzacaro/agência o Globo
Aventura. Adeptos deslizam no Arrepius, no Beach Park

De cada dez pessoas que saem do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, com propósitos turísticos, sete passam pelo Beach Park Resort, segundo pesquisa de 2013 da Delta Consultoria. O parque aquático faz parte da World Waterpark Association e foi apontado um dos melhores do mundo pelos leitores do site TripAdvisor em 2014.

Complexo que começou há 29 anos com uma barraquinha na praia de Porto das Dunas, em Aquiraz, hoje o Beach Park tem 191 mil m² e quatro hotéis, um parque aquático com 18 atrações, um restaurante na praia e um lounge. E, acredite, por todas as partes, só se fala em um assunto: o Insano. “É aquele brinquedo que todo mundo que está no chão quer ir, mas quase ninguém tem coragem de subir”, resume com precisão o gerente operacional, Saulo Carvalho.

Redondezas

Tire uns minutos para apreciar o trabalho dos artesãos, na entrada da praia de Porto das Dunas. Eles fazem tradicionais desenhos de areia colorida e rendas trabalhadas na frente dos visitantes. A alguns passos dali, entregue-se à combinação de areia branca fofíssima e mar de águas claras. Esse pedaço da costa tem menos vento do que o lado oeste, mas é mais disputado, com restaurantes a céu aberto.

Um dos passeios mais interessantes – é recomendável ir em grupos, já que a cidade faz parte da região metropolitana de Fortaleza – é a caminhada da praia até o rio Pacoti. São cerca de dois quilômetros andando pela beira d’água. A recompensa? A vista mais bonita da região.

O encontro das águas do mar com as do rio forma um azul inacreditável. Tanto é que o lugar foi cenário da novela “Tropicaliente”, da TV Globo (de Walther Negrão, 1994). A casinha do pescador vivido pelo ator Herson Capri foi derrubada pelo vento, mas ainda é possível imaginar cenas ribeirinhas por ali.

Para entender porque o escritor José de Alencar usava tantos adjetivos, reserve um pouco mais de tempo para conhecer as redondezas. Aliás, em Messejana, a dez minutos do Beach Park, está a casa onde nasceu o romancista, em 1829. O pequeno imóvel feito de tijolo e cal tem um tronco de carnaúba junto ao teto e está bem conservado.

No mesmo terreno, há um museu sobre o escritor e uma casa de engenho em ruínas, construída pelo mestre carpinteiro francês Gagné. Abre diariamente, de 5h às 17h. Se não der tempo de fazer tudo isso, vá direto para o Pono Point: um local libertador, que compensa qualquer tensão resultante da adrenalina do Beach Park. Aberto há cinco meses pelo ex-surfista Fernando Bittencourt, o lugar é só calmaria. Fica na beira do rio Pacoti, um paraíso com ilhas de mangues.

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