Após cassação, ministro do STF envia caso de Vargas à Justiça do PR

Decisão do ministro foi tomada após Vargas perder o foro privilegiado --que garante às autoridades ser investigadas pelo STF-- ao ser cassado pela Câmara dos Deputados

iG Minas Gerais | Folhapress |

Vargas deixa sessão do Conselho de Ética e diz que recorrerá à CCJ e ao STF
Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
Vargas deixa sessão do Conselho de Ética e diz que recorrerá à CCJ e ao STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki enviou nesta sexta-feira (19) para a Justiça do Paraná os indícios de envolvimento do ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR) com o doleiro Alberto Yousseff, um dos presos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.

A decisão do ministro foi tomada após Vargas perder o foro privilegiado --que garante às autoridades ser investigadas pelo STF-- ao ser cassado pela Câmara dos Deputados. O ex-petista perdeu o mandato na semana passada por sua ligação com o doleiro. A Folha de S.Paulo revelou que ele fez uma viagem com a família em um jato bancado por Youssef.

Em agosto, o Conselho de Ética considerou a que ele quebrou o decoro parlamentar por esse episódio e por intermediar, no Ministério da Saúde, negócios do doleiro. O caso será analisado pelo juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, responsável pelo julgamento daqueles que não contam com foro privilegiado.

Até o momento, 39 pessoas, entre funcionários de empreiteiras, da Petrobras e intermediários de esquemas de corrupção, tornaram-se réus em decorrência da Operação Lava Jato. A abertura de uma ação penal não significa culpa. É o primeiro passo do processo, durante o qual o juiz ouvirá testemunhas e acusados, que também apresentarão suas defesas.

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