CBV afirma que irá atender exigências da CGU

Entidade afirma que nova gestão terá postura diferente da anterior; prazo para cumprimento é de 90 dias

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Jogadores do Vôlei Canoas e do Taubaté usaram narizes de palhaço
DIVULGAÇÃO/VÔLEI CANOAS
Jogadores do Vôlei Canoas e do Taubaté usaram narizes de palhaço

A Confederação Brasileira de Vôlei atendeu ao pedido do Banco do Brasil de dar um retorno em até cinco dias após a entidade financeira afirmar que os pagamentos dos contratos de patrocínios estão suspensos.

O banco pediu um retorno da CBV, que aconteceu na noite desta quinta-feira. Em nota, a CBV afirma que, em até 90 dias, irá cumprir todas as exigências da Controladoria Geral da União (CGU), responsável por relatório que comprovou irregularidades em contratos de prestação de serviços, além de desvio de cerca de R$ 30 milhões.

Entre as medidas que já estão sendo e serão adotadas pela CBV estão "auditoria externa, regulamento de contratações, vetos de empresas suspeitas, criação de comitê de apoio e, o principal, reaver judicialmente os valores de contratos apontados pela CGU como irregulares", informa a nota.

A CBV afirma, ainda, que os técnicos das seleções feminina e masculina, José Roberto Guimarães e Bernardinho, apoiam a nova gestão, que se compromete a realizar um trabalho bem diferente da anterior, que fez o esporte mais vitorioso do país perder credibilidade e gerar revolta de jogadores e torcedores. 

"Os conceitos administrativos usados em gestões anteriores não condizem com as diretrizes atuais. Assim, a entidade confia que a parceria mais sólida do marketing esportivo nacional continue rendendo os resultados costumeiros", esclarece.

Em tempo, a CBV espera que a decisão do BB de suspender os pagamentos seja repensada.

"Esperamos que o Banco do Brasil restabeleça o repasse de recursos do patrocínio para que a realização das etapas do Circuito Open de Vôlei de Praia e o planejamento das seleções brasileiras em todas as suas categorias não sejam prejudicados", mostra.

O valor repassado, anualmente, pelo banco a CBV, é de R$ 70 milhões. "A proximidade da realização dos Jogos Olímpicos pela primeira vez no Brasil evidencia a importância da manutenção do patrocínio do Banco do Brasil", encerra a nota.