Atlético torce pelo fim da novela Refis nesta sexta-feira

A Justiça Federal entra em recesso nesta sexta-feira, e o clube mineiro espera conseguir ter o seu pedido aceito

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

Vice de Kalil por seis anos, Daniel Nepomuceno é agora o candidato da situação à presidência
Alex de Jesus/O Tempo - 10.5.2013
Vice de Kalil por seis anos, Daniel Nepomuceno é agora o candidato da situação à presidência

A diretoria do Atlético espera uma definição da homologação do Programa de Refinanciamento Fiscal (Refis), nesta sexta-feira, para que o clube não entre no ano de 2015 com incertezas de novos bloqueios financeiros.

Nas duas últimas semanas, o presidente Daniel Nepomuceno e o departamento jurídico alvinegro estiveram em Brasília para tentar resolver a situação. A Justiça Federal entra em recesso nesta sexta-feira. Um dos agravos foi parcialmente aceito nessa quinta-feira, mas o clube ainda tem outros dois para serem analisados.

“Uma vez homologado qualquer um desses nossos agravos, a gente vai ter segurança jurídica para as transações financeiras do clube”, explicou o presidente Daniel Nepomuceno, em entrevista à Rádio Itatiaia.

A diretoria não esconde a preocupação. “É uma apreensão. Já fizemos este acordo com o governo federal, com a Fazenda. Não teve a homologação em Minas Gerais e estamos tentando convencer os desembargadores em Brasília”, afirmou Nepomuceno.

“A questão toda é não ter mais 30 dias de espera. Se amanhã (sexta-feira), os desembargadores entenderem que é correta a homologação, a gente consegue trabalhar com mais paz”, completou.

Entenda o caso. O Atlético chegou a aderir ao Refis, mas teve o pedido de homologação indeferido pelo juiz federal da 26ª Vara Federal, André Gonçalves de Oliveira Salce, no início de dezembro.

Por conta das ações movidas pelo juiz federal, o clube pediu a remoção de Salce da causa, por entender que ele está sendo parcial em suas decisões.

Salce indeferiu o pedido de homologação do acordo, entendendo que poderia haver prejuízo aos cofres públicos no valor de R$ 30 milhões. Além disso, condenou o Galo por litigância de má-fé, obrigando a agremiação a pagar R$ 2 milhões.

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