Moeda russa é a bola da vez e dólar recua no Brasil

Alta de juros na Rússia acalma mercados e moedas de países emergentes se reequilibram

iG Minas Gerais |

São Paulo. O dólar fechou nesta quinta em queda dando sequência à trégua nas pressões de alta sobre a moeda iniciada na véspera. A moeda norte-americana caiu 1,73%, a R$ 2,655. Na semana, há alta acumulada de 0,14%. No mês e no ano, a valorização é de 3,24% e 12,62%, respectivamente.

A cotação acompanha a redução da tensão com a crise na Rússia, que ajudou a puxar a cotação do dólar para R$ 2,75 durante os negócios no início desta semana. A moeda russa perdeu quase 20% sobre o dólar na terça-feira, com os mercados reagindo à queda dos preços do petróleo – que responde por grande parte da economia daquele país – e às sanções ocidentais ao país devido aos conflitos na Ucrânia. Na quarta, no entanto, o banco central russo anunciou novas medidas para estabilizar a moeda, e a cotação passou a cair. Os mercados globais têm mostrado intensa aversão a ativos de risco, como os brasileiros, principalmente devido à queda dos preços do petróleo – sintoma de fraqueza na recuperação global – e à disparada do dólar frente ao rublo. Com isso, o real tem acompanhado parte do movimento do rublo.

Na Bovespa, o movimento foi contrário e o Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,45%, aos 48.495. No mês, acumula perda de 11,38% e, no ano, de 5,85%.

A Rússia e o mercado E eu com isso? A situação na Rússia deixa os investidores com um mau humor generalizado em relação aos países emergentes, que já vinham sofrendo com o crescimento menor da China Um agravamento da crise tende a afetar a capacidade russa de importar, o que pode ter impacto sobre o negócio da carne no Brasil As vendas de carne bovina e suína para a Rússia no ano até novembro somaram quase R$ 2 bilhões Entenda A moeda russa, o rublo, já perdeu metade do valor em relação ao dólar neste ano Existe no mundo um temor de que a Rússia passe por uma crise financeira como a de 1998, quando declarou moratória de sua dívida, afetando a economia mundial Nem um aumento na taxa básica de juros, de 10,5% para 17% ao ano, foi capaz de evitar que o rublo atingisse recorde de cotações mínimas

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave