Rotina dura pode prejudicar memória

iG Minas Gerais | Bernardo Almeida / Raquel Sodré |

O caso de Belo Horizonte é o terceiro registrado no país em menos de uma semana (leia mais no quadro abaixo). Anteontem, uma criança de 2 anos morreu ao ser esquecida no carro pelo pai, em São Bernardo do Campo (SP). Por volta das 18h, o homem, um servidor municipal, retornou ao veículo e encontrou a filha morta. Na última sexta-feira, um menino, que também tinha 2 anos, morreu no Rio de Janeiro após ter sido esquecido em um veículo escolar em condições irregulares pela condutora.  

Para o neurocientista e psicólogo Amadeu Roselli Cruz, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, a partir dos 30 anos, os lapsos de memória vão se tornando cada vez mais frequentes, o que se intensifica à medida que mais tarefas vão sendo introduzidas na rotina. “Fazemos algumas coisas de forma automática. Colocar uma criança em uma cadeirinha, por exemplo. Outras coisas, não. Quando ocorrem uma preocupação e um estresse muito grandes, pode-se esquecer de coisas que faz sempre”, explica Cruz. 

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