Número de espécies em risco no Brasil aumenta para 1.173

Levantamento anterior mostrava 627 tipos de animais em extinção

iG Minas Gerais |


Mapeamento. 
Entre as novas espécies incluídas na lista de risco, o maçarico rasteirinho teve um declínio populacional
Claudio Dias Timm / Divulgacao
Mapeamento. Entre as novas espécies incluídas na lista de risco, o maçarico rasteirinho teve um declínio populacional

São Paulo. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou as portarias que definem as novas Listas Nacionais de Espécies da Fauna e da Flora Brasileia Ameaçadas de Extinção. O levantamento mostra um aumento na quantidade de espécies da fauna ameaçadas. Atualmente, há 1.173 espécies de animais nessa situação, divididos em três categorias: criticamente em perigo (CR), em perigo (EN) e vulnerável (VU).

Na lista anterior, realizada em 2003 e 2004, havia 627 espécies ameaçadas. Naquela ocasião, foram avaliadas 1.137 espécies. Já a lista atual foi mais abrangente: avaliou 12.256. “Agora, temos também mais clareza sobre as espécies que saíram da lista”, ponderou a ministra.

Apesar do aumento do número de espécies na lista de ameaçadas, houve 170 espécies que deixaram de ter esse status. Houve ainda três espécies que eram consideradas extintas que voltaram a ser encontradas por especialistas: a libélula Fluminagrion taxaense, a formiga Simopelta minina, e o minhocuçu Rhinodrilus sasner.

Metodologia. Os pesquisadores conseguiram incluir 100% dos anfíbios, aves, mamíferos, répteis e mais de 2.000 animais invertebrados.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, com a adoção do Programa Nacional de Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção, o Pró-Espécies, tem sido possível estabelecer políticas públicas específicas e adotar ações de prevenção para minimizar as ameaças e o risco de extinção dessas espécies.

Agora, as 12.256 espécies avaliadas compõem um rico banco de dados, com informações sobre distribuição geográfica, ecologia e hábitat, dados populacionais e presença em Unidades de Conservação (UCs).

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