Petrobras e bancos fecham no vermelho, e puxam Bolsa para baixo

Ibovespa teve desvalorização de 0,45%, para 48.495 pontos; o volume financeiro foi de R$ 6,054 bilhões; dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 2,65

iG Minas Gerais | Folhapress |

Influenciado pela instabilidade das ações da Petrobras e dos bancos, o principal índice da Bolsa brasileira fechou esta quinta-feira (18) em queda. Com isso, destoou do clima positivo nos mercados internacionais, que refletiram a sinalização por parte do banco central dos EUA de que será paciente para subir os juros naquele país. O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 2,65, demonstrando queda em comparação ao início desta semana, quando chegou a ultrapassar a casa dos R$ 2,70.

O Ibovespa teve desvalorização de 0,45%, para 48.495 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,054 bilhões. As ações preferenciais (sem direito a voto) da Petrobras fecharam em queda de 2,07%, para R$ 9,46 cada uma. Elas chegaram a subir 7,14% ao longo do dia.

Já as ações ordinárias da estatal (com direito a voto) encerraram o pregão com recuo de 0,22%, para R$ 9,02 cada uma, após terem registrado valorização de até 7,41% no dia. Segundo analistas, a mudança na tendência desses papéis seguiu a virada nos preços do petróleo no exterior, que, depois terem começado o dia em alta, fecharam no vermelho.

"A ação da Petrobras está muito volátil, é natural esse movimento que vimos hoje. Vejo o desempenho da Bolsa hoje como o Ibovespa retornando à sua tendência principal, que é de baixa. Teve apenas um 'repique' [retomada de curto prazo]. Acho que, até o fim do ano, o Ibovespa vai continuar instável, oscilando entre os 47.000 e 50.000 pontos", disse Filipe Machado, da Geral Investimentos.

Para Machado, o que influencia a tendência de baixa da Bolsa é a queda das commodities, além do fato de os emergentes estarem sofrendo com incertezas econômicas e os EUA se recuperando de maneira consistente.

"No Brasil, a nova equipe econômica ainda não assumiu. Em suas falas, os novos ministros têm mostrado que querem transparência e ajuste fiscal. A partir do momento que forem tomadas medidas, se elas agradarem, o mercado pode mudar de tendência. Até lá, nada muda", acrescentou.

A avaliação de Wagner Caetano, diretor da consultoria Cartezyan, é que foi natural o ajuste da Bolsa nesta quinta, depois de ter subido 3,63% na véspera. "Ontem, com o vencimento de opções, os estrangeiros dobraram a posição que eles tinham em compra de índice futuro. Com isso, o dólar teve uma queda muito forte, que foi mantida hoje. Isso significa que está tendo entrada de capital estrangeiro no país, especialmente para a renda variável", disse.

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