Valor gasto com Pratto gera protesto dos jogadores do Atlético

Com salários e premiações atrasados, atleticanos não levam em questão que contratação do argentino foi bancada por um grupo de investidores

iG Minas Gerais | FELIPE RIBEIRO |

A contratação do atacante argentino Lucas Pratto não foi bem recebida pelo elenco do Atlético. Nada contra o jogador, mas segundo apurado pelo Super FC, o valor gasto para a transferência entra em conflito com a falta de pagamento de salário e premiações dos atuais campeões da Copa do Brasil, que tem feito até com que o grupo pense em não se reapresentar para o início da pré-temporada em janeiro.

O que o grupo de jogadores não sabe ou não está levando em consideração neste momento em que o clube está em débito com seus compromissos é o fato de os US$ 5 milhões (cerca de R$ 13,2 milhões) destinados ao Vélez Sarsfield-ARG terem sido bancados por um grupo de investidores e não por verba que tenha saído dos cofres da instituição mineira.

Nesta quinta-feira, houve uma grande mobilização de boa parte dos atletas alvinegros nas redes sociais com uma montagem em que aparece a frase “Procura-se”, numa analogia aos vencimentos que ainda não se encontram nas contas bancárias dos jogadores.

O clube está com três meses de direito de imagem e com o 13º salário em aberto, além de ter pago apenas metade do prêmio estabelecido pela conquista da Libertadores do ano passado e ter ignorado o “bicho” determinado pelo título da Recopa, em julho deste ano.

A grande dificuldade enfrentada pelo Atlético está no fato de todo valor arrecadado mensalmente ser bloqueado pela Justiça. Apenas quantias mais baixas – destinadas ao pagamento de funcionários com salários menores - conseguem ser retiradas antes de o dinheiro ser retido.

Apesar do pouco tempo à frente da presidência, Daniel Nepomuceno tem perdido noites de sono para regularizar a adesão do Atlético ao Refis (Programa de Recuperação Fiscal da Receita Federal). O diretor de planejamento Rodolfo Gropen e o diretor jurídico Lásaro Cândido da Cunha inclusive estão na capital federal tentando resolver o problema.

A reportagem tentou entrar em contato com o Atlético, mas o presidente e os principais diretores estavam em reuniões em Belo Horizonte e em Brasília.

 

*Colaboração de Fernando Almeida

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