Ahhhh, o fim do ano!

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Já parou pra pensar em como as horas, os dias, os meses estão passando cada vez mais rápido? Já estamos quase no fim de dezembro, as casas, as ruas e as lojas estão borbulhando em pisca-piscas, e a sensação que eu tenho é que ainda vamos nos reunir pra comer uma canjica e pular fogueira numa festa junina, tamanha é a vontade e o impacto dos dias voando em nossas vidas. Você sabe quando o fim do ano já está aí quando a Globo exibe pela primeira vez a sua campanha com atores cantando aquela musiquinha insistente, quando o Papai Noel surge cada vez mais gigante nos shoppings, quando a pressão entre a família, os amigos e os colegas de trabalho para sortear o amigo oculto aumenta consideravelmente, quando as contas de IPVA e IPTU insistem em aparecer, quando o seu saco já está enchendo, estourando, explodindo...

Muita gente não tem muita paciência com o fim do ano. Mas eu até que gosto! Tudo bem que o saco está realmente arrebentando por outras circunstâncias, como pelo excesso de trabalho neste período ou não aguentar mais o CD da Simone tocar “então é Natal...” na vizinha. Mas essa reação física e psicológica que essa época do ano faz com a gente é genial. Ficamos mais carinhosos, queremos retirar algumas partículas de amor aqui de dentro e estampar na cara e no coração dos amigos por meio de beijos e presentes, não vemos a hora de chegar a noite feliz para cear com a família... Não sei com você, mas é assim comigo.

Depois de fins de semana intensos, natalinos e inesquecíveis com os meus melhores amigos e com os melhores colegas de trabalho, acordei inspirado e percebi que temos, sim, a necessidade de renovar os votos de amizade e celebrar a união e o amor transformados em alegria. Parece chato esse papinho todo aí, mas é a mais pura verdade. Não custa nada a gente pensar como o poeta Carlos Drumond de Andrade: “Para ganhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo; tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil; mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”.

Portanto, não estou aqui pintando o mundo com coraçõezinhos vermelhos e dizendo que tudo são flores natalinas. O fim do ano exige, sim, que você tenha paciência – principalmente porque estamos fechando mais um ciclo e precisamos nos embalar para começar tudo novamente no ano que vem. Então, deixe que o espírito do Natal te envolva com mais força e se prenda àquelas pessoas especiais que te amam. Vai te fazer um bem danado. Feliz Natal, superleitores!

Coluna originalmente publicada no dia 20.12.2012.

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