Indústria terá queda de 7,5% no faturamento

O presidente da Fiemg, Olavo Machado, afirma que a dificuldade de crédito também vai bater na porta da indústria.

iG Minas Gerais | Queila Ariadne |

Queda na taxa de emprego em Minas Gerais até outubro foi de 2,3%
BRUNO FIGUEIREDO / O TEMPO
Queda na taxa de emprego em Minas Gerais até outubro foi de 2,3%

A indústria mineira teve um péssimo ano e as estimativas para 2015 não são das mais animadoras. Segundo balanço divulgado nesta quarta pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o setor vai encerrar 2014 com quedas de 2% na produção e de 7,5% no faturamento. “Para o ano que vem, esperamos um baixo crescimento”, destaca o gerente de economia da Fiemg, Guilherme Veloso Leão. A expectativa para 2015 é a de que o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresça 0,2%, após queda de 0,4% neste ano, e que o faturamento industrial cresça 1,34%.

Na avaliação de Leão, o ano começará com uma inflação alta. “Isso levará o governo a adotar aumento dos juros. Se os juros sobem, isso afeta diretamente as compras e a economia não cresce, o que pode refletir em desemprego. Se o emprego cai, a massa salarial também”, observa. “Além disso tudo, será um ano em que o governo reduzirá os investimentos e, se ele investe menos, o setor privado também.”

Segundo o economista, os maiores problemas de 2015 serão baixo consumo e a dificuldade de acesso ao crédito, que estará mais caro. “O cenário só terá efeito positivo para a exportação, pois o dólar está num patamar elevado”, considera Leão.

O presidente da Fiemg, Olavo Machado, afirma que a dificuldade de crédito também vai bater na porta da indústria. “O governo já anunciou medidas para reduzir o volume de financiamento concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No ano que vem, todo mundo tem que cortar custos e aumentar a produtividade. Mas, para isso, investir em tecnologia é importante, o que ficará complicado sem crédito”, avalia.

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