Futuro ministro da Fazenda admite alta de impostos

Joaquim Levy acredita que reajuste vai equilibrar contas públicas

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Ajustes.
 Joaquim Levy afirma que pacote de ajustes das contas públicas tem que ser “balanceado”
Antonio Cruz/Agência Brasil
Ajustes. Joaquim Levy afirma que pacote de ajustes das contas públicas tem que ser “balanceado”

RIO DE JANEIRO. O futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, admitiu a possibilidade de alta de impostos no conjunto de medidas necessárias para equilibrar as contas públicas e destacou que, quando ajustes são feitos de maneira firme e equilibrada, a reação da economia é “muito rápida”. Ele concedeu uma entrevista nesta quarta exclusiva à jornalista Miriam Leitão, da TV Globo.  

Ao ser questionado sobre o pacote de ajustes das contas públicas que vai ser implementado, Levy disse que ele tem que ser “balanceado” e que é necessário avaliar os gastos do governo e possíveis aumentos de impostos. “Tem que olhar os diversos gastos que já foram feitos, estancar alguns, reduzir outros e, na medida do necessário, a gente pode considerar também algum ajuste de impostos sempre olhando a compatibilidade com aquele objetivo que a gente falou de aumentar nossa taxa de poupança”, afirmou Joaquim Levy.

O ministro disse também que o Brasil precisa poupar mais para que possa aumentar os investimentos e estar pronto para as adversidades do cenário mundial que, segundo ele, “está mais turbulento” nos últimos dias.

Inflação. Quando perguntado sobre a perspectiva de inflação em alta em janeiro, Levy lembrou que o primeiro mês do ano tem, tradicionalmente, uma inflação mais alta em função das muitas correções de preços. A isso soma-se o início da vigência do sistema de bandeiras tarifárias, que o ministro acredita ser benéfico por dois motivos. “Primeiro: não acumular um passivo que depois é difícil de resolver; segundo: porque é obvio que, na hora que você ajusta o preço, as pessoas também sentem e ajustam o consumo. Esse poder dos preços orientarem as decisões é muito importante”.

Porém, Levy acredita que depois de uma alta, a inflação vai começar a cair. “Até pelo trabalho fiscal, a inflação vai entrar, em devido momento, em processo de queda. Mas eu acho que o Banco Central está vigilante e vai tomar as medidas adequadas pra isso”, afirmou

Selic

Inflação. Em outubro, o Banco Central iniciou um novo ciclo de alta do juro básico da economia (Selic), que agora está em 11,75% ao ano, como forma de combater mais duramente a inflação.

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