PGR vai investigar 30 políticos

Rodrigo Janot disse que vai solicitar, a partir de fevereiro, que parlamentares sejam alvo de inquérito

iG Minas Gerais |

Identidades. 
Janot afirmou que só revelará os nomes dos políticos quando o inquérito for aberto
Fellipe sampaio/sco/stf - 22-5-2014
Identidades. Janot afirmou que só revelará os nomes dos políticos quando o inquérito for aberto

Brasília. O procurador geral da República, Rodrigo Janot, fez chegar a políticos a informação de que vai pedir, em fevereiro de 2015, investigação contra cerca de 30 parlamentares que são detentores de mandato na Câmara ou no Senado por envolvimento nas irregularidades na Petrobras, alvo da operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF).  

O número leva em conta a situação atual dos parlamentares. Caso em fevereiro seja verificado que algum deles não se reelegeu, o processo será encaminhado para a Justiça Federal do Paraná, onde tramitam os processos de quem não tem foro privilegiado. Os demais responderão às acusações no Supremo Tribunal Federal (STF).

Janot explicou que, para enviar os pedidos de abertura de inquérito, é necessário aguardar a homologação da delação premiada do doleiro Alberto Youssef. A expectativa do procurador geral da República é que o ministro Teori Zavascki, relator do caso no STF, faça a homologação ainda nesta semana, antes do recesso do Judiciário, que começa na próxima segunda-feira (22).

Com isso, a Procuradoria Geral da República (PGR) trabalharia durante o mês de janeiro e apresentaria os pedidos de investigação no início do fevereiro, mês em que o STF retoma os trabalhos.

Os parlamentares que serão alvo foram acusados nas delações de Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. A delação premiada de Costa já foi homologada.

O procurador geral afirmou ainda que, contra um dos citados, já há elementos suficientes para a denúncia direta. Seria um parlamentar para o qual já há registro de depósitos de recursos do esquema de desvio e lavagem de dinheiro da estatal brasileira.

Os demais parlamentares ainda serão alvo de investigação. A PGR precisará produzir provas para comprovar o envolvimento, indo além das delações premiadas. A intenção, porém, é que os nomes sejam divulgados apenas quando o inquérito for aberto.

Para acelerar a tramitação, já decidiu-se que os pedidos de investigação serão feitos de forma individual ou envolvendo pequenos grupos de parlamentares. A ideia é evitar que seja feito um processo com muitos réus, no qual a margem de manobra das defesas seria maior, prolongando o julgamento da ação.

Delação

STF. Janot enviou o conteúdo da delação premiada do doleiro Alberto Youssef ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, responsável pela análise dos documentos.

Aliado de doleiro aceita fazer delação Brasília. Apontado como integrante de um esquema de “disque-propina” que envolveria pagamentos a políticos, Rafael Ângulo Lopes, um dos aliados do doleiro Alberto Youssef, fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e deve começar a depor formalmente nos próximos dias. Ângulo é investigado por transportar dinheiro para o doleiro, fazendo entregas a “clientes VIP” em domicílio. De acordo com integrantes da força-tarefa da operação Lava Jato, os depoimentos devem ser enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), por envolver políticos com foro privilegiado.

Duque Com os bens bloqueados, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque pediu para ter acesso ao FGTS referente ao período em que trabalhou na Petrobras. Conforme extrato bancário anexado na petição, ele recebeu três créditos sob a rubrica “CRED FGTS” de R$ 502,2 mil, R$ 54,2 mil e R$ 20,4 mil, totalizando R$ 576,8 mil.

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