Governo tem total confiança na gestão de Graça Foster, diz ministro

Ricardo Berzoini, das Relações Institucionais, elogiou ainda os procedimentos adotados pela empresa para investigar as denúncias de corrupção

iG Minas Gerais | Folhapress |

Mensagens encaminhadas a Graça Foster apenas alertariam para riscos de aumentos de preços e prazos
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Mensagens encaminhadas a Graça Foster apenas alertariam para riscos de aumentos de preços e prazos

Em mais uma tentativa do governo de defender a presidente da Petrobras, Graça Foster, diante das investigações sobre irregularidades na estatal, o ministro Ricardo Berzoini, das Relações Institucionais, afirmou nesta quarta-feira (17) que o Planalto tem total confiança na gestão de Foster e da sua diretoria.

Ele elogiou ainda os procedimentos adotados pela empresa para investigar as denúncias de corrupção. A declaração de Berzoini foi motivada pelo comentário do relator da CPI mista da Petrobras, Marco Maia (PT-RS), de que Foster e os demais diretores da estatal não têm mais condições de continuar no comando da empresa. O petista defendeu a demissão dos dirigentes. "[Falei] Em relação a uma declaração que o relator da Petrobras fez como análise política e não com juízo em relação ao seu relatório e que pode evidentemente gerar apreciações equivocadas sobre a opinião que é nossa e de todos que conhecem o desempenho, a competência e o compromisso da Graça Foster com a Petrobras", disse Berzoini.

Marco Maia alterou seu relatório final nesta quarta para incluir o pedido de indiciamento de cerca de 50 suspeitos de participar do esquema de corrupção na estatal. Na lista há os ex-diretores da petroleira Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Renato Duque, e dois ex-gerentes, Pedro Barusco e Silas Oliva. No entanto, nem o afastamento de Graça Foster e dos atuais diretores, nem o seus indiciamentos constam do relatório final.

Segundo o ministro, sempre que alguém, independentemente de quem seja, fizer comentários sobre a gestão de Foster à frente da empresa, o governo irá se manifestar. Questionado sobre se as reiteradas tentativas de defender a presidente da estatal não indicam um crescente enfraquecimento de sua gestão, o ministro apenas negou a tese. "Pelo contrário. Apenas para deixar claro a posição nossa em relação ao comportamento extremamente profissional que a Graça Foster vem mantendo à frente da empresa. Quando há qualquer tipo de manifestação de quem quer que seja quanto a isso, o governo sente a necessidade de deixar clara sua posição para evitar especulações à maior empresa brasileira e que tem importância estratégica para o país", disse.

Para o ministro, o enfrentamento feito pela Petrobras em relação às denúncias de corrupção na empresa tem sido conduzidas com "zelo, firmeza e determinação pela presidenta e pela diretoria" e disse que este é "o caminho para enfrentar as dificuldades e enfrentar a necessidade de encontrar o caminho correto para a para a Petrobras ter total eficiência para manter a confiança do povo brasileiro e, principalmente, para que possamos ter essa empresa, que é um patrimônio do povo brasileiro, com uma gestão correta, eficiente e que tenha transparência em relação a todos os seus negócios".

Em café da manhã com jornalistas nesta quarta, Foster afirmou que permanecerá no cargo enquanto "contar com a confiança" da presidente Dilma Rousseff. Durante a reunião, foram reapresentados números operacionais, e a executiva disse ter conversado "duas ou três vezes" sobre a saída dela e de diretores com Dilma. Ela explicou que ofereceu o cargo de toda a diretoria por uma questão de "conveniência" diante do fato de a empresa não ter tido o balanço auditado.

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