Dilma diz que é preciso recuperar comércio do bloco no Mercosul

Presidente afirmou também que a queda do preço do barril do petróleo irá atingir todos os países da região e que por isso é preciso "redobrar" a aposta na integração regional

iG Minas Gerais | Folhapress |

Paraná , Província de Entre Ríos/ Argentina, . Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura da XLVII Cúpula do Mercosul e Estados Associados.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR - 17/12/2014
Roberto Stuckert Filho/PR
Paraná , Província de Entre Ríos/ Argentina, . Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura da XLVII Cúpula do Mercosul e Estados Associados. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR - 17/12/2014

No seu discurso durante o encontro de cúpula dos líderes do Mercosul, Dilma Rousseff afirmou que é preciso "trabalhar para recuperar a fluidez do mercado intra-bloco".

Foi a única menção à queda das exportações do Brasil à Argentina, que, neste ano, são cerca de 25% menores do que em 2013.

A presidente afirmou também que a queda do preço do barril do petróleo irá atingir todos os países da região e que por isso é preciso "redobrar" a aposta na integração regional. O Brasil assume a presidência temporária do Mercosul pelos próximos seis meses.

Sobre as negociações com a União Europeia, Dilma afirmou que o Mercosul tem um conjunto de propostas para derrubar taxas de importação, mas que o bloco que tem sede administrativa em Bruxelas precisa entregar as suas lista de pretensões ao mesmo tempo, e que os europeus ainda não estão prontos.

A presidente Cristina Kirchner, antes de Dilma, também falou sobre a acordo comercial com a União Europeia, mas disse que um acordo deve contemplar as assimetrias entre as duas regiões. A presidente Dilma também deu apoiou a Argentina em sua disputa contra os fundos "abutres". Ressaltando a "luta argentina por um desfecho justo da sua reestruturação de dívida soberana", ela lembrou que o Brasil já apoiou o país vizinho na ONU, no encontro dos Brics e no G20.

"Não podemos aceitar que ação de um grupo de especuladores prejudique o bem estar de países e povos inteiros, colocando sob risco os acordos soberanos feitos por países para tratar de questões relativas às dívidas", afirmou.

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