Reaproximação entre EUA e Cuba é 'mudança na civilização', diz Dilma

"Nós, lutadores sociais, imaginamos que nunca haveria esse momento de reinício das relações entre EUA e Cuba", afirmou a presidente

iG Minas Gerais | AFP |

Brazilian President Dilma Rousseff addresses the media at the end of the EU-Brazil summit at the European Council building in Brussels, Monday Feb. 24, 2014. Rousseff is on a two-day visit to meet with various EU and Belgian officials. (AP Photo/Yves Logghe)
Associated Press
Brazilian President Dilma Rousseff addresses the media at the end of the EU-Brazil summit at the European Council building in Brussels, Monday Feb. 24, 2014. Rousseff is on a two-day visit to meet with various EU and Belgian officials. (AP Photo/Yves Logghe)

A presidente Dilma Rousseff, que participa de cúpula do Mercosul na cidade de Paraná, na Argentina, disse nesta quarta (17) que a retomada de relações entre EUA e Cuba "marca uma mudança na civilização".

"Quero saudar o presidente Raúl Castro e o presidente Barack Obama, e sobretudo quero saudar o papa Francisco por ter sido muito possivelmente um dos fatores mais importantes da aproximação. É um momento que marca uma mudança na civilização. É possível restabelecer relações interrompidas há muitos anos."

"Nós, lutadores sociais, imaginamos que nunca haveria esse momento de reinício das relações entre EUA e Cuba", afirmou Dilma.

A notícia da reaproximação entre os dois países chegou no meio da reunião de cúpula do Mercosul. A presidente argentina Cristina Kirchner anunciou a novidade e afirmou que trata-se "de um momento histórico".

Cristina disse ainda que o bloco econômico deve se pronunciar sobre o avanço na negociação entre Obama e Raúl Castro.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou "estar muito feliz" pela notícia da volta das relações diplomáticas entre EUA e Cuba. "É preciso reconhecer que é um gesto de valentia, necessário. A grande mensagem entre Cuba e EUA é que as armas se voltam a quem as usa." Maduro chegou a afirmar que a aproximação entre Cuba e EUA é uma "vitória do Fidel".

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