Membros de quadrilha são presos e quase 200 pés de maconha apreendidos

Detidos pela Polícia Civil seriam integrantes da quadrilha do DG, que foi morto no início do mês na primeira fase da operação Quinta

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Algumas plantas já haviam alcançado um tamanho grande
Polícia Civil/Divulgação
Algumas plantas já haviam alcançado um tamanho grande

No início de dezembro a Polícia Civil (PC) desarticulou uma quadrilha que seria responsável por inúmeros homicídios, roubos e tráfico de drogas na região Centro-Oeste do Estado, principalmente nas cidades de Nova Serrana, Oliveira, Passa Tempo, Bom Despacho, Pitangui e Pará de Minas. Nesta quarta-feira (17, foi desencadeada a operação Quinta II, que acabou prendendo quatro outros integrantes da mesma organização criminosa e apreenderam quase 200 pés de maconha em um sítio na zona rural de Leandro Ferreira, na mesma região.

De acordo com o Delegado Regional de Nova Serrana, Irineu José Coelho Filho, os detidos tem envolvimento com a quadrilha que era chefiada pelo traficante conhecido como DG, Douglas Rodrigues Vieira, de 24 anos, que foi morto na primeira fase da operação após trocar tiros com policiais, no dia 4 de dezembro deste ano. "Recebemos a informação de que um dos integrantes alugou esse sítio e, após 15 dias de investigação, conseguimos efetuar as prisões", explicou.

No sítio foram presos dois cultivadores de maconha de 21 e 34 anos. "O local foi alugado pela quadrilha e eles viviam lá, cuidando das plantas. Arrancamos mais de 180 plantas, entre mudas, de porte médio e grandes. Eles contavam até mesmo com uma estufa, de iluminação artificial, para cultivar as plantas", detalhou Filho.

A suspeita é que as plantas, de maior qualidade por ser pura, seriam vendidas por um preço bem superior ao normalmente encontrado pela maconha no Estado. "Com certeza eles já tinham um público alvo, de maior poder aquisitivo, que consumiam ela na região", argumentou o delegado regional.

Armas, munição e dinheiro 

Oito policiais civis, quatro delegados, cinco policiais militares e dois homens do canil participaram da operação que fez a retirada das plantas e prendeu os suspeitos. Também foram apreendidas uma pedra de crack uma espingarda calibre 12 com dez munições, um revólver calibre 38 com numeração raspada, um simulacro de pistola e 29 balas de calibre 380.

Além disso, três vidros de uma substância semelhante à lança-perfume, R$ 3 mil em dinheiro, cartões bancários e uma balança de precisão também foram encontrados. Um Toyota Corolla e uma moto CG Titan, que teriam sido adquiridas com dinheiro do tráfico também foram apreendidas.

Os outros dois detidos estavam em outro sítio, em Juatuba, na região Central do Estado. Foi preso um membro da organização criminosa, conhecido como Léo Pescoço, de 24 anos, que é apontado pelas investigações como o responsável pela logística da quadrilha, alugando sítios, veículos e armas. O outro suspeito, que não foi identificado pela PC, estava junto dele e terá o seu envolvimento com o grupo criminoso investigado.

"Agora o objetivo é buscar outros envolvidos e fazer a ligação entre eles. Também pretendemos pedir o sequestro dos bens que encontrarmos no nome dos presos, dando um golpe financeiro, que é bastante eficaz no combate à criminalidade", finalizou o delegado Filho.