Com status de musa, argentina do Rio do Sul quer continuar no Brasil

Atualmente jogando no Rio do Sul, levantadora Yael Castiglione comemora oportunidade de jogar em campeonato de alto nível

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Yael (centro) teria atuado de maneira irregular diante do Molico-Osasco
Alexandre Arruda / CBV
Yael (centro) teria atuado de maneira irregular diante do Molico-Osasco

Na sua segunda temporada no vôlei brasileiro, a levantadora argentina Yael Castiglione é só alegria. Depois de estrear no torneio brasileiro na última temporada, defendendo o Maranhão Vôlei-Cemar-MA, neste ano ela se transferiu para o Rio do Sul-Equibrasil-SC, fazendo parte de um time que está um patamar acima do antigo clube.

Mesmo experiente, com 29 anos e já tendo atuado em ligas da Espanha, Suíça, Azerbaijão, Romênia e Áustria, ela deixa claro que nenhuma delas se comparada á Superliga. "Para quem joga vôlei, atuar no Brasil é um sonho. Participo de um dos torneios mais equilibrados do mundo e essa é uma meta desejada por muitas meninas", esclarece Yael.

Mesmo sabendo que o time do Maranhão brigaria pela parte de baixo da tabela, ela aceitou o desafio. "Jogar lá foi muito importante para minha carreira. Sabia que era um time novo, que ainda tinha muito para evoluir. Pude crescer e chegar bem na seleção. Não pensei em segundo sequer quando recebi a proposta para jogar no Brasil. A experiência está valendo muito a pena", comemora.

Do calor do Nordeste para o frio do Sul, a argentina diz que a diferença de clima é grande, mas nas arquibancadas ela é bem parecida. "As torcidas de Maranhão e Rio do Sul são muito presentes, apoiam bastante. Em São Luís é sol o ano todo, já em Rio do Sul o clima é parecido com o da Argentina, me sinto mais em casa. Mas as duas cidades são apaixonadas pelo vôlei. Quando a gente entra para jogar, essa força ajuda", salienta.

Companheiras. Atuando há 12 anos na seleção de seu país, ela garante que atingiu um novo degrau na sua carreira por atuar no vôlei brasileiro. Ao seu lado no Rio do Sul, ela tem a companhia da central Mimi Sosa, que joga com ela há vários anos na albiceleste.

Apesar da amizade, Yael garante que não teve nenhuma influência na contratação da compatriota. "Não chegamos a ter contato, ela não me ligou para saber informações do time, por exemplo. Acho que foi um trabalho do agente dela, que conseguiu uma equipe do Brasil para ela atuar. Quando estávamos jogando juntas no Grand Prix, ela veio me falar que tinha assinado com Rio do Sul. Eu tinha acertado com eles há uns dois meses, fiquei muito feliz com essa notícia", declara.

O entrosamento entre as duas já existe de muitas temporadas e está sendo uma facilitador a mais para a adaptação de ambas no interior catarinense. "Atuamos juntas por seis anos na seleção e outros dois na base. Isso ajuda quando entramos em quadra, já sei como ela atua e vice-versa. Aos poucos, vamos conhecendo melhor as companheiras", indica.

Fama no Brasil. Além da categoria na armação de jogadas, Yael chama atenção pela beleza. Os olhos verdes são apenas um detalhe de um conjunto que ainda revela outras características de destaque. "Essa história de musa apareceu quando vim jogar um Pré-Olímpico aqui no Brasil. Até então, nunca tinha passado por isso. Alguns jornalistas que cobriam o torneio, em 2012, começaram com isso e acabou pegando. Fiquei feliz, mas quero ser reconhecida pela qualidade em quadra", alerta.

Na fase regular da última Superliga, Yael foi eleita a melhor levantadora do torneio, desbancando uma concorrência do porte de Fofão, Claudinha e Dani Lins.

"Foi legal esta posição, mostrou que tenho condições de jogar bem no Brasil. Quero muito continuar atuando na Superliga, seja no Rio do Sul ou em outro time. O importante é seguir em um dos campeonatos mais competitivos do mundo. Quero expandir minhas possibilidades", completa. Ainda pegando o jeito do português, ela usa algumas táticas para se familiarizar com o idioma. "Gosto muito de escutar músicas e tentar entender o que elas falam. Essa é uma tática boa para me aprimorar na língua", aponta.