Comissão Europeia autoriza compra da Chiquita Brands por brasileiros

Magnatas brasileiros José Luis Cutrale e Joseph Safra anunciaram no fim de outubro a compra da Chiquita Brands por 1,3 bilhão de dólares, em uma operação que inclui a dívida da empresa americana

iG Minas Gerais | AFP |

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A Comissão Europeia autorizou nesta quarta-feira (17) a compra da empresa de banana americana Chiquita Brands pelos grupos dos magnatas brasileiros José Luis Cutrale e Joseph Safra.

Segundo um comunicado, o Executivo comunitário concluiu que "a proposta de compra não gera problemas de concorrência, dada a mínima superposição entre as atividades da Chiquita e da Cutrale, enquanto o Safra não tem atividades no mesmo setor que Chiquita ou Cutrale".

Os magnatas brasileiros José Luis Cutrale e Joseph Safra anunciaram no fim de outubro a compra da Chiquita Brands por 1,3 bilhão de dólares, em uma operação que inclui a dívida da empresa americana.

Com essa oferta, a Chiquita desistiu de se aliar à importadora e distribuidora irlandesa de frutas exóticas Fyffes.

A empresa americana, que se tornará uma filial da Cutrale-Safra, terá uma nova sede em Nova Jersey (noroeste dos Estados Unidos). Os grupos brasileiros não forneceram mais detalhes a respeito da nova associação, como, por exemplo, a divisão de capitais.

A Chiquita emprega 20.000 pessoas e opera em 70 países. Ela tem sede em Charlotte (Carolina do Norte).

O Cutrale Group é um produtor de frutas (pêssegos, maçãs e limões, entre outros), mas é conhecido principalmente por seus sucos de laranja (um terço do mercado mundial). A empresa tem um valor de mercado de 5 bilhões de dólares.

O fundo de investimentos do Grupo Safra administra ativos no valor de 200 bilhões de dólares no mundo.

Seu fundador, o bilionário Joseph Safra, é proprietário dos bancos Safra National Bank of New York, Banco Safra no Brasil e Bank Jacob Safra Switzerland e tem fortes investimentos no setor imobiliário. Além disso, possui extensões de terras agrícolas.

A União Europeia é a maior consumidora mundial de bananas. No total, 68,3% do mercado está dominado pela "banana dólar", ou seja, a produzida em países latino-americanos, seguida pela produção dos países da região ACP (África, Caribe e Pacífico), que têm 19,1% do mercado, e das bananas produzidas dentro da comunidade (12,6%), segundo a Comissão.

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