Com fim de contrato, jogadores “presos” ficam livres, mas no prejuízo

O vínculo dos atletas com a equipe do Vale do Aço terminou no dia 30 de junho; prejudicados entrarão com pedido de indenização

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

Em Belo Horizonte, volante Nando recorre a advogado para tentar cancelar vínculo com o Betim
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Em Belo Horizonte, volante Nando recorre a advogado para tentar cancelar vínculo com o Betim

O volante Nando, 25 anos, poderia ter sido campeão da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro deste ano, pelo CAP Uberlândia, se uma determinação da 4ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano não o tivesse "prendido" ao Betim (Ipatinga) até o último dia 30 de novembro.

Em julho, a Justiça do Trabalho solicitou o bloqueio dos direitos federativos (não apenas econômicos) para todas as negociações do time do Vale do Aço por conta de uma dívida trabalhista do clube.

Assim, os 39 atletas que assinaram contrato para a disputa da Série D ficara "presos" ao Tigre. Aqueles que receberam propostas e poderiam ter se transferidos para outras equipes, simplesmente, tiveram que ficar em casa.

Desde setembro, O TEMPO acompanha o caso e as tentativas dos atletas e seus advogados de mudarem a decisão da juíza Gilmara Delourdes Peixoto de Melo, o que acabou não ocorrendo.

Em 19 de novembro, a CBF chegou a emitir um ofício em que reitera que o Betim continuava impedido de transferir atletas, mas deixou claro que não é de sua competência se meter em negociações.

"Esclarecemos que as transferências de jogadores profissionais são acordadas entre as partes contratantes (clubes e jogador), não sendo encaminhado à CBF qualquer documento relativo a valores ou condições de transferência. Ressaltamos que caso haja pagamento para a realização da transferência, este montante é pago diretamente ao clube interessado, sem qualquer conhecimento da entidade", disse o documento, assinado pelo advogado da entidade, Amilar Fernandes.

O advogado Fernando Cruz, que trata da situação do volante Nando, disse que entrará com um pedido de indenização contra a União. "Ele teve um prejuízo profissional, deixou de se valorizar. Vamos solicitar os salários que não recebeu", afirmou.

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