Governo coloca à venda 122 imóveis até o fim deste ano

Somente a Cemig tem 39 itens à disposição do mercado e poderá arrecadar R$ 31,5 milhões

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Protesto. O presidente do Sindieletro, Jairo Nogueira, acionou o Ministério Público para evitar a venda
SAMUEL AGUIAR / O TEMPO
Protesto. O presidente do Sindieletro, Jairo Nogueira, acionou o Ministério Público para evitar a venda

Até o fim de dezembro, o governo de Minas vai leiloar pelo menos 122 terrenos e imóveis. A venda envolve patrimônios da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Minas Gerais Participações (MGI), Empresa Mineira de Parcerias (Emip) e da Secretaria da Fazenda. Se as vendas forem executadas pelos lances mínimo estipulados nos pregões, o Executivo pode arrecadar R$ 35 milhões. Os leilões têm pregões marcados para hoje, dia 19 e dia 30 de dezembro.

Os bens mais valiosos pertencem à Cemig, que tem 39 itens disponíveis para pregões. Os lances mínimos propostos pela empresa energética do Estado somam mais de R$ 31,5 milhões. O total foi calculado a partir da soma dos valores de 24 bens que estão sendo leiloados.

Somente um imóvel de 35,5 mil m², localizado no bairro São Gabriel, em Belo Horizonte, tem lance inicial de R$ 12 milhões. Do patrimônio da Cemig ainda estão sete terrenos que possuem áreas de Reserva Legal ou de Preservação Permanente (APP). Eles estão localizados nos municípios de Itutinga e Nazareno, ambos no Campo das Vertentes, em Carmo do Cajuru, Oeste de Minas, em Nanuque, no Vale do Mucuri, e em Bom Jesus de Itaboana, no Rio de Janeiro. Segundo informações do governo, os imóveis da Cemig são ofertados pela própria empresa.

Já a Empresa Mineira de Parcerias (Emip) está colocando em leilão 41 imóveis localizados em 17 cidades mineiras diferentes. O lance mínimo dos bens soma cerca de R$ 1,5 milhão. A entrega das propostas para esse lote de venda está marcada para hoje, às 17h.

A Minas Gerais Participações (MGI) ofertou neste mês 33 imóveis da Secretaria de Fazenda que contabilizam de lance inicial R$ 911 mil. Desses 33 imóveis oferecidos pela Fazenda, 11 já foram vendidos nos leilões realizados o início deste mês. A expectativa de arrecadação total, após a conclusão da venda do lote, é de R$ 2,2 milhões.

Além disso, a própria MGI vai leiloar mais nove edificações próprias, que podem gerar, no mínimo, R$ 1,3 milhão. Dentre os bens estão imóveis localizados em Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.

Contestação. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro-MG) apresentou, no último dia 15, uma representação ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que pede a suspensão dos leilões dos imóveis da Cemig. De acordo com o coordenador geral do Sindieletro, Jairo Nogueira, o governo não deu explicações sobre venda dos terrenos. “Queremos saber porque o patrimônio da empresa está sendo desmanchado. A Cemig não precisa vender nada. Ela já tem lucros muito altos.”

Pregões

Corriqueiro. Neste ano, o governo de Minas colocou em leilão 38 imóveis em Salvador, na Bahia, em junho. A oferta mínima para o patrimônio somava R$ 1,9 milhão. A maior unidade tinha 1.800m². Em janeiro, a MGI realizou a venda de oito imóveis localizados em Belo Horizonte, Divinópolis e Uberlândia, Volta Redonda, Goiás, Bahia e Alagoas.

Grande. Em março deste ano, o Executivo abriu propostas para a venda de oito terrenos em Contagem e Betim. O maior terreno tem cerca de 50 mil metros quadrados e lance mínimo de R$ 6 milhões.

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