Símbolo da decadência

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A maioria das equipes, de todo o mundo, joga com quatro defensores, dois volantes, três meias e um centroavante, ou com uma dupla de atacantes, como a seleção brasileira, sem um meia-de-ligação, pelo centro. Nas duas formações existe um jogador de cada lado, que volta para marcar e forma, com os dois volantes, uma linha de quatro no meio-campo. Alguns times preferem atuar com uma linha de três no meio e outra de três na frente. Tite, considerado um técnico defensivo, Oswaldo de Oliveira, tido como ofensivo, contratados por Corinthians e Palmeiras, Marcelo Oliveira, treinador de uma equipe que faz muitos gols, e vários outros treinadores utilizam o mesmo sistema tático. As qualidades e características dos jogadores e outros detalhes, como a maneira de marcar, é que definem a estratégia de uma equipe. O treinador Van Gaal, na Copa, com a Holanda, e, agora, no Manchester United, redescobriu e valorizou o sistema com três zagueiros na Europa. A diferença é que seus dois alas são atacantes. O time fica mais ofensivo, pois joga com uma linha de três defensores, em vez de quatro. Ganha mais um jogador de frente. Quase todos os outros técnicos usam laterais como alas. São cinco defensores, em vez de quatro. Guardiola, no Barcelona, e, algumas vezes, no Bayern, escala três zagueiros, mas como Van Gaal. Existem algumas variações interessantes na maneira de jogar. Em vez de ter dois volantes e um meia-de-ligação, mais adiantado, algumas equipes jogam com um volante, pelo centro, mais recuado e mais marcador, e com um armador de cada lado, que marcam como volantes e avançam como meias. Quando o time perde a bola, os três armadores e mais um meia de cada lado formam uma linha de cinco no meio-campo. Quando recupera a bola, quatro dos cinco avançam e se aproximam do centroavante. A Alemanha jogou assim na Copa. Quando as equipes possuem um meia que participa da marcação no meio-campo e, rapidamente, chega à frente para fazer gols, como Müller, na Alemanha, Bale, no Real Madrid, Ricardo Goulart, no Cruzeiro, levam uma boa vantagem. Jairzinho, na Copa de 1970, fazia o mesmo. Voltava, pela direita, para marcar, e fez gols em todos os jogos. Outra maneira inventiva é escalar, na posição de volante, mais recuado e pelo centro, o armador de melhor passe, para iniciar as jogadas ofensivas, em vez do volante mais marcador. Pirlo sempre jogou assim. Kroos faz o mesmo no Real Madrid. Sonho com um craque, meio-campista, no futebol brasileiro. Há mais de 20 anos, não temos um. Não é por acaso nem uma entressafra. Essa falta é o símbolo de nossa decadência.

Contratações

Continuam as indefinições. O melhor seria o Cruzeiro ficar com Marcelo Moreno. Como o Cruzeiro é um time que pressiona muito o adversário e cruza muitas bolas pelo alto, pode ser que Leandro Damião, um fracasso no Santos, faça tantos gols quanto Marcelo Moreno. Damião é mais lento, às vezes, apático. Marcelo Moreno se movimenta mais e é mais vibrante. O maluquinho Luan ocupou o lugar que era de Bernard. É baixinho, veloz, joga também pelos lados, dribla muito, corre muito e tem boa habilidade e técnica. São dois jogadores que se dão bem no Atlético, mas não para uma seleção brasileira. A escalação de Bernard, na Copa, foi um dos erros de Felipão.

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