Planalto tenta reduzir valor de reajuste de autoridades

Ideia da equipe da presidente Dilma é elevar os salários dos congressistas, o da petista e dos 39 ministros de R$ 26,7 mil para R$ 30 mil; atualização defendida por boa parte no Congresso é de R$ 35,9 mil

iG Minas Gerais | Folhapress |

Numa tentativa de reduzir o desgaste pelo reajuste nos contracheques das cúpulas dos três poderes, o Palácio do Planalto reabriu as negociações nesta terça-feira (16) com os congressistas a poucas horas da sessão da Câmara que deve aprovar o aumento.

A ideia da equipe da presidente Dilma Rousseff é elevar os salários dos congressistas, o da petista e dos 39 ministros de R$ 26,7 mil para R$ 30 mil. No Congresso, boa parte defende aprovar, para os comandos do Judiciário, Executivo e Legislativo, uma atualização para R$ 35,9 mil, valor requerido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e que serve de teto do funcionalismo.

Na última sexta, o Planalto autorizou o comando do Congresso a aprovar o reajuste de R$ 33,7 mil para o Legislativo e Executivo, mas tenta reduzir esse valor. A votação está prevista nesta terça. Se for confirmado o aumento para R$ 35,9 mil, que representa uma alta de 22% nos vencimentos do STF, ele produzirá um efeito cascata com impacto anual de pelo menos R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos.

Isso porque a Constituição vincula salários de deputados estaduais, vereadores, juízes, desembargadores, promotores e procuradores de Justiça ao valor recebido pela cúpula dos poderes Legislativo e Judiciário.

O valor total do efeito cascata calculado pela Folha supera o orçamento do Estado de Roraima para 2014 (R$ 2,9 bilhões). E é subestimado, já que não leva em conta o impacto no salário de inativos, por exemplo.

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