Ministério Público vai analisar o "Dossiê Vôlei"

Controladoria Geral da União (CGU) encaminha documento ao MP; jogadores exigem punição aos infratores do escândalo

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

Candidato único em 2016, Ary Graça pode ser reeleito e ficar no cargo até 2024
Divulgação FIVB
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“Foi uma palhaçada. Quem tiver que pagar, que devolva o dinheiro ou seja preso”. A frase do ponteiro Lucarelli, do Sesi-SP e da seleção, exprime o sentimento de toda a comunidade do vôlei brasileiro, após a Controladoria Geral da União (CGU) confirmar os escândalos da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), na era Ary Graça, constados no “Dossiê Vôlei”, do jornalista Lúcio de Castro. Mas os responsáveis pelas falcatruas não deverão sair impunes.

O relatório analisado pela CGU também está nas mãos do Ministério Público, que vai examinar tudo com mais profundidade. Ao que tudo indica, os autores dos desvios do dinheiro que deveria ser usado em prol do esporte terão de prestar contas com a justiça. Em entrevista à ESPN Brasil, o ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, falou a respeito do assunto.

“O passo seguinte é o monitoramento da implementação das recomendações expedidas pela CGU. O relatório foi encaminhado ao Banco do Brasil e à CBV. Será, também, remetido ao Ministério do Esporte, Ministério Público e Tribunal de Contas da União. A qualificação que se pode atribuir aos fatos apontados pela CGU é que houve, por parte da CBV, desvio de finalidade na aplicação dos recursos oriundos do patrocínio recebido do Banco do Brasil”, afirmou Hage.

“A natureza jurídica das confederações esportivas não permite, em princípio, que a CGU exerça uma fiscalização sistemática e ostensiva sobre elas, diretamente. A competência da CGU nessas entidades restringe-se à fiscalização dos recursos federais a elas transferidos”, completou.

Por conta dos escândalos da gestão Ary Graça na CBV, o Banco do Brasil suspendeu o patrocínio à entidade do vôlei. O fato chocou jogadores, treinadores e torcedores do voleibol. Houve várias formas de protesto, por parte de atletas e ex-atletas.

Nas redes sociais e em entrevistas para vários órgãos de imprensa, jogadores exigiram que os culpados sejam punidos por seus atos. Alguns usaram narizes de palhaço, como se deu antes da partida entre Sesi-SP e Sada Cruzeiro, em São Paulo, no último sábado.

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