Um pouquinho do Pará em BH

Dupla se conheceu na capital paraense e foca o vôlei para amenizar a distância da terra natal

iG Minas Gerais | Daniel Ottoni |

Lucas e Naiane provam açaí em BH, mas garantem que a fruta típica do Pará é consumida de forma diferente no Estado deles
LEO FONTES / O TEMPO
Lucas e Naiane provam açaí em BH, mas garantem que a fruta típica do Pará é consumida de forma diferente no Estado deles

O açaí é apenas uma forma de amenizar o calor e diminuir a saudade. Muito mais que no coração, Belém do Pará está constantemente no pensamento da levantadora Naiane, do Camponesa-Minas, e do seu companheiro de posição Lucas Salim, do Sada Cruzeiro.

Ter a mesma função é apenas uma das coincidências. Com 20 anos e ainda no começo da carreira, eles saíram da capital paraense em 2011 rumo ao sonho de serem profissionais. O destino colocou os conterrâneos na mesma cidade. Antes de se encontrarem em BH, eles já se viam frequentemente em torneios de vôlei na cidade.

“O nosso dia a dia é muito corrido, fica difícil rever os familiares. Mas, em toda brecha que aparece, eu não penso duas vezes e vou para lá. Neste fim de ano não será diferente”, comenta Salim, que vai ficar em sua cidade natal somente cinco dias.

Naiane abre logo um largo sorriso só de pensar em tudo que deixou para trás. “Sinto falta de tudo, da família, de ir à Estação das Docas, de estar ao lado de quem a gente ama. O Círio de Nazaré é uma época bacana, todos se reúnem para celebrar a data”, lembra.

AÇAÍ DA TERRA. Apesar de saborearem na capital mineira a iguaria que veio da sua terra, eles garantem que preferem a versão original da fruta, que é bem diferente.

“Lá, a gente come em outra temperatura e com recheios, como charque (espécie de carne seca), peixe frito, camarão e farinha de tapioca. Só de pensar já dá água na boca”, brinca Naiane.

Ela ainda revelou outros quitutes que fazem o coração ficar apertado de saudade.

“Não faltam frutos do mar, como siri e caranguejo. Em viagens, a gente parava na estrada e comprava. Sinto falta dessas coisas pequenas, mas valiosas”, revela.

A reportagem até pensou que, pelo horário, após o almoço, a dupla não se arriscaria a tomar uma tigela ou suco de açaí. “Na nossa terra, isso é sobremesa. A gente almoça, toma um açaí e deita na rede para descansar”, descontrai Salim.

Para diminuir a distância, o contato constante com os familiares é obrigatório. E quando um deles vem, uma missão já é dada: trazer farinha de tapioca. “Em BH não achamos com facilidade. O jeito é encomendar”, conta Naiane.

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