Pela Bíblia, anjos e demônios são realmente espíritos humanos

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A doutrina espírita, cientificamente e não dogmaticamente, pesquisa e ensina que os anjos e demônios são espíritos de natureza humana, e não de outra categoria de espíritos. Dizendo de um modo mais claro e completo: para o espiritismo, anjos são espíritos humanos de elevado nível de evolução, enquanto os demônios são aqueles, também humanos, que estão ainda muito atrasados em sua evolução espiritual e moral. Orígenes, grande sábio grego do cristianismo primitivo (185-254), era possuidor de uma inteligência tão brilhante, que ele é cognominado de “o Adamantino” e de “santo Agostinho do Oriente”. Diz-se que ele escreveu cerca de 6.000 livros. E ele defendeu a pré-existência re-encarnacionista do espírito humano com relação à concepção do feto e, também, a teoria da apocatástase, segundo a qual os espíritos maus, um dia, se tornarão bons por meio das reencarnações. Segundo Bertrand L. Conway, C.S.P., são Gregório de Nissa, bispo de Nissa e irmão de são Basílio, e são Gregório Nazianzeno, bispo de Constantinopla (ambos do quarto século), não aceitavam a eternidade do inferno. E esses santos católicos e grandes teólogos são dois dos mais importantes padres da Igreja, os criadores da teologia cristã. Sobre essa descrença na eternidade do inferno, há dúvidas a respeito de são Gregório Nazianzeno. Porém, há mais um detalhe sobre ele, ou seja, ele era amigo de Juliano Apóstata, que era reencarnacionista (mais detalhes em meu livro “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência”, EBM, 8ª Edição, pág. 210, SP, 2011, editado também em inglês pela Outskirts Press, Denver, Colorado, EUA, 2014). As penas eternas infernais negadas pelos dois grandes santos e padres da Igreja do cristianismo primitivo, Gregório de Nissa e Gregório Nazianzeno, sugerem também a ideia da evolução dos espíritos até se tornarem, um dia, perfeitos, os quais na tradição cristã foram denominados de “anjos” ou “enviados”, mensageiros.  

Os espíritos maus ou atrasados são os opostos aos anjos ou espíritos altamente evoluídos e, pois, já possuem um elevado nível de perfeição. E é interessante observarmos que esses espíritos maus ou atrasados (“demônios”) são chamados também de anjos maus, pois eles, igualmente, são mensageiros ou enviados do mal, no caso, pelas potestades. Realmente, existem as duas forças: a do bem, tendo como fundamento Deus atuando com espíritos bons e até já bem perfeitos ou puros, e a do mal, com base nos espíritos maus e ainda muito atrasados, os quais são chamados também pelos evangelhos de espíritos “impuros”. São impuros justamente porque ainda estão dominados pelo mal ou pelo atraso evolucional em que ainda se encontram. A respeito da teoria da apocatástase de Orígenes, de que falamos, ela defende a evolução espiritual e moral de todos nós, e, consequentemente, a ideia de que, um dia, todos seremos também anjos. E o evangelho, ou boa nova, é exatamente para nós o pormos em prática visando à aceleração da busca da nossa perfeição ao nível dos anjos, como aconteceu também com Jesus, que se aperfeiçoou para se tornar o Autor da nossa salvação (Hebreus 5: 9). Aliás, no projeto de Deus, não há falhas, tudo tem que, um dia, dar certo. E não seria, logo na espécie humana, a obra-prima visível da criação divina terrena, em que Deus falharia, Ele que jamais falha! Parabéns ao jornal O TEMPO, a Vittorio Medioli, Laura Medioli e demais dirigentes pelo 18º aniversário desse mais democrático e mais vendido diário de Minas Gerais.

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