Procuradoria deve denunciar lobista preso nesta semana

O MPF também deverá protocolar nos próximos dias ações civis de improbidade contra ex-diretores da estatal, executivos de empreiteiras e as construtoras envolvidas no caso

iG Minas Gerais | Folhapress |

O Ministério Público Federal no Paraná deverá apresentar nesta semana denúncia criminal à Justiça contra o empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, suspeito de ser o operador do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

A Procuradoria também deverá protocolar nos próximos dias ações civis de improbidade contra ex-diretores da estatal, executivos de empreiteiras e as construtoras envolvidas no caso.

A semana poderá ter ainda a análise da Justiça Federal sobre quatro denúncias apresentadas na última quinta-feira (18) pelos procuradores da Operação Lava Jato contra altos executivos das companhias acusadas de formar cartel para fraudar licitações da Petrobras e corromper funcionários da empresa pública de petróleo.

Os integrantes da força-tarefa trabalharam no sábado e no domingo para concluir a acusação formal contra o lobista Fernando Soares, uma vez que termina nesta semana o prazo para apresentação da denúncia contra ele.

Há data limite para a medida porque Soares está preso desde o dia 18 de novembro na carceragem da Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba, após se entregar às autoridades. O empresário é um dos detidos na sétima fase da operação.

De acordo com depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que fechou acordo de delação premiada, Soares atuou no esquema de corrupção da Petrobras como operador do PMDB.

Empresas na mira

Os procuradores também buscam finalizar ações civis de improbidade que, diferentemente das denúncias criminais, podem ter as empreiteiras como rés, além das pessoas envolvidas nos delitos. As ações civis devem trazer pedidos milionários de indenização e de pagamento de multa contra as construtoras suspeitas de formação de cartel e corrupção.

Na área criminal, 24 executivos ligados a essas empresas privadas já foram alvo de denúncias na semana passada. Uma delas já foi recebida pelo juiz da 13ª Vara Criminal Federal do Paraná Sérgio Moro, o que levou à abertura de ação contra nove acusados, parte deles da Engevix, agora considerados réus.

Falta ainda apreciar as acusações formais que apontam crimes dos dirigentes das empreiteiras Camargo Corrêa, OAS, Mendes Júnior, Galvão Engenharia e UTC.

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