Chuva atrapalha Feira Hippie

A apenas 10 dias do Natal, expectativa era de um público entre 100 mil e 120 mil pessoas

iG Minas Gerais | CLÁUDIA DUARTE |

Foto geral da feira. Ou outra de detalhes de barracas ou feirantes
Lincon Zarbietti / O Tempo
Foto geral da feira. Ou outra de detalhes de barracas ou feirantes

“Pensei em encontrar uma verdadeira ‘muvuca’, mas o que encontrei foi uma chuvinha e corredores onde está até fácil para andar”. A declaração é da assistente social Mércia Leite, 40, que às 8h já estava na Feira de Artes e Artesanato da Avenida Afonso Pena, junto com uma amiga, para começar a comprar presentes de Natal. Nem a chuva espantou a assistente social, que estava em busca de bons preços que, segundo ela, são encontrados na mais tradicional feira do Estado e uma das maiores do país.

O fator chuva foi até um pouco comemorado por Mércia. “Olha isso aqui. Nunca é assim. Estou conseguindo andar normalmente. Ela espantou o povo, sim”, afirmou a assistente social.

Por causa da chuva, Almira de Jesus, dona da Barraca da Nega, que há 39 anos vende peixe frito na feira hippie, não esperava vender nem 50 quilos. Normalmente, ela vende uma média de 150 quilos por domingo. O lucro, ela prefere não falar em cifras, mas diz que sempre vende muito todo domingo. O produto dela varia de R$ 8 a R$ 50, dependendo do tamanho do peixe. “A barraca hoje está vazia. A chuva nos prejudicou sim”, ressaltou.

Há 30 anos na feira, Célia de Castro trabalha para a sogra numa barraca de arranjos florais em vidro. O preço dos produtos varia entre R$ 6 e R$ 90. “Hoje (neste domingo), se vender R$ 800, está até bom”, resignou-se a feirante. Em um domingo normal, ela costuma vender, em média, R$ 2.500. “Aqui no setor algumas barraqueiros nem vieram por causa da chuva”, concluiu.

Lucro tiveram os ambulantes que vendiam capas de chuva. Reginaldo Neves trabalha em uma empresa de ônibus como cobrador e estava ali fazendo um “bico” para garantir o tratamento dentário. “A concorrência não assusta. Hoje vai ser bom para a gente”, declarou ele. O preço era um só em toda a feira: R$ 5. Jânio Prado comemorava as vendas. O ambulante garantiu que de 7h30 às 11h30 já havia vendido 100 capas. E estava rindo à toa.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave