Com mais um mês de inércia, ALMG enterra CPI do Mineirão

Casa adiou até que prazo inviabilizasse andamento da investigação

iG Minas Gerais | Do Aparte |

O comando da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG) conseguiu enterrar a nunca instalada CPI do Mineirão. Utilizando-se de manobras para deixar o assunto no limbo, a Casa adiou ao máximo a instalação até que se tornasse impossível, por questão de prazos, levar adiante a investigação.

Em 7 de outubro, a oposição anunciou ter obtido o número de 27 assinaturas, o suficiente para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). No dia seguinte, no entanto, a ALMG alegou que dois parlamentares teriam retirado as assinaturas, versão que durou um mês. No dia 13 de novembro, após questionamentos do Aparte, o Legislativo mineiro reconheceu que, na verdade, nenhum deputado havia retirado seu nome e que havia, sim, número regimental para que os trabalhos fossem iniciados.

Com 27 assinaturas no requerimento entregue à Mesa, a decisão de instalação da CPI passou a depender do presidente da Casa, deputado Dinis Pinheiro (PP). Ontem, completou um mês da nova versão da ALMG e, como o esperado, nada aconteceu. Até mesmo os oposicionistas, que antes pressionavam pela instalação dos trabalhos, deixaram o assunto ir morrendo aos poucos.

Após o período eleitoral, deixou de interessar também aos deputados de PT e PMDB criar qualquer problema que embaraçasse o governo e tivesse reflexos na futura administração. E, assim, chegaremos ao final da legislatura com um paradoxo: há número suficiente de deputados que reconhecem a necessidade de investigar, mas eles não fazem mais questão disso. A CPI iria estudar o contrato de concessão do maior estádio de Minas à iniciativa privada.

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