Viajar para aprender cabe no bolso

Aproveitando as férias, brasileiro ganha o mundo para aprimorar idioma e conhecer culturas

iG Minas Gerais | Felipe Bueno |

Aprendizado. Emanuelle Pereira da Costa vai para Inglaterra aprimorar seu inglês e passear também
Arquivo pessoal
Aprendizado. Emanuelle Pereira da Costa vai para Inglaterra aprimorar seu inglês e passear também

Uma viagem sempre é uma grande experiência e transforma, de um jeito ou de outro, a visão e o espírito de uma pessoa. Ao passar por essa experiência, é inevitável o enriquecimento cultural. Ser estrangeiro, estar em um lugar que não a própria casa, proporciona ao indivíduo confrontar o seu conhecimento e costumes com os de outra cultura. É com esse intuito e sede que muitos se lançam ao desconhecido, por meio de intercâmbios.

Antes de encher as malas de expectativa, contudo, é preciso definir os objetivos. Quais são os motivos para o intercâmbio? Aprimorar um idioma? Fazer uma graduação ou pós-graduação em uma universidade renomada? Conhecer uma nova cultura? Conhecer belas paisagens naturais ou cidades de bela arquitetura? Estes itens podem caber num mesmo pacote. Mas é preciso estabelecer prioridades.

Para o especialista no assunto, Marcelo Albuquerque, diretor executivo da agência IE Intercâmbio, o primeiro passo é definir o propósito da viagem. É importante conversar, nesse momento, com pessoas que já viveram a oportunidade, além de um analista no assunto, para conhecer a variedade de destinos e vantagens de cada lugar.

“É interessante que a viagem, além de proporcionar um enriquecimento cultural e aprendizado em outra língua, permita que o intercambista viva experiências turísticas. E, para isso, é preciso estabelecer as preferências, como o clima. Se prefere algo mais tropical ou um lugar que tenha neve. Se pretende ir para um lugar onde tenha diversão, defina antes qual tipo. Pode ser algo mais tranquilo, como uma degustação de vinho, ou algo mais badalado e esportes. Identifique o perfil, para que a viagem seja melhor aproveitada”, destaca.

É caro? Ainda segundo o executivo, o tempo e dinheiro não são mais desculpas para se postergar a decisão de se fazer um intercâmbio. Para turbinar currículos e fazer viagem com o intuito de aprimorar um idioma, profissionais aproveitam as férias e o décimo-terceiro salário. “As pessoas procuram preços convencionais de curto prazo. Canadá, Irlanda e África do Sul têm os melhores preços para quem quer aperfeiçoar o inglês. A língua inglesa é, ainda, disparada, a mais procurada”, comenta.

Planejar com antecedência é importante, mas, para aqueles interessados, ainda é possível marcar as passagens para o início de 2015, dependendo, claro, de para onde se pretende ir. “A África do Sul, por exemplo, é procurada por ser mais barata e não exigir visto, o que agiliza o processo da matrícula. Existem, hoje, alguns pacotes de intercâmbio econômicos, que variam de US$ 1.635 a US$ 3.000. Isso permite que o orçamento das pessoas caibam dentro de variados programas e destinos”, completa.

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