“Não penso em voltar a estudar”

iG Minas Gerais |

A escola é parte essencial do Bolsa Família. As crianças devem estar matriculadas e frequentando as salas de aula. Os beneficiários enxergam nessa exigência uma forma de mudar o futuro da família.

É assim que pensa Maria Geralda Moreira, que aos 65 anos mora sozinha com dois netos em Dionísio. Os R$ 141 que recebe do Bolsa Família ajudam a completar a renda de doméstica. Nunca pensou em desistir do benefício porque diz precisar muito. “Eu abriria mão dele se melhorasse de vida”.

Ela não recebeu incentivo para abrir negócio ou estudar. Completou apenas o primeiro grau quando era jovem. “Estudo agora é para os meus netos. Emprego aqui é algo muito difícil. A maioria trabalha em casas de família, roça ou no comércio. Mas são poucas ofertas.”

Roseane Vitorino, de Bela Vista de Minas, não pensa em deixar de receber o beneficio agora, mas tem vontade de mudar de vida e não precisar mais do auxílio. Ela estudou até completar o ensino médio. “Aqui na cidade não temos oferta de cursos técnicos e nem oportunidades de empregos melhores. Já que não tive oportunidade, não penso em voltar a estudar. Vou deixar para os meus filhos, que estão na escola”.

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