Censura e repressão a minorias estão na pauta para 2015

iG Minas Gerais |

Ao contrário da Comissão Nacional da Verdade (CNV), o colegiado mineiro ainda tem mais dez meses de trabalhos pela frente, já que o prazo para encerramento das atividades é setembro de 2015. O relatório divulgado na última semana é uma obra parcial, tratada como uma espécie de “prestação de contas” pelos membros da comissão. “Esse relatório é preliminar. Isso significa que tudo que está ali é comprovado por pelo menos três fontes diferentes”, esclarece a professora Maria Céres Spínola Pimenta.

Na segunda fase, o colegiado deve se dedicar a temas que não foram contemplados na primeira versão do relatório. Entre eles está a perseguição do regime militar aos religiosos, indígenas e estudantes afetados pelo Decreto-Lei 477, de 1969 – conhecido como o “AI-5 das universidades” –, que previa a punição de alunos, professores e funcionários das instituições de ensino.

Outros assuntos devem entrar na pauta de apuração da Covemg em 2015: crianças e adolescentes que não conviveram com seus pais, perseguidos ou mortos pela ditadura, e as censuras a meios de comunicação e a espetáculos culturais e artísticos.

Contribuição. As mais de 4.000 páginas do relatório final da CNV, publicado no último dia 10, ainda podem ajudar a comissão mineira a “engordar” o relatório do colegiado. A CNV, por exemplo, listou locais clandestinos de tortura no Estado, o que ainda não foi feito pela Covemg. (GR/LP)

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