Trechos da BR–381 deixam lista dos mais perigosos

Seguimentos entre o KM 480 e o KM 500 da via estiveram entre os cinco com mais mortes em 2013

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

No ano passado, os dois trechos registraram, juntos, 32 mortes
MOISES SILVA - 26.7.2013
No ano passado, os dois trechos registraram, juntos, 32 mortes

Durante o lançamento da operação Rodovida 2014 – com o objetivo de reduzir o número de acidentes – a Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o ranking das estradas mais perigosas do Brasil. A boa notícia para Minas Gerais é que os dois trechos da BR–381, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, que estavam entre os cinco mais perigosos em 2013, saíram do ranking.

No ano passado, estavam na lista os trechos entre o KM 490 e o KM 500 – que ficou no segundo lugar – e entre o KM 480 e o KM 490 – o quinto mais perigoso. No primeiro trecho, a PRF contabilizou, em 2013, 889 acidentes, com 273 feridos e 20 mortos. Já no segundo ponto, foram identificados 999 acidentes, com 244 feridos e 12 mortos. Em 2014, o topo da lista ficou para um trecho de dez quilômetros da BR–222, no Ceará.

De acordo com o presidente da organização não governamental (ONG) SOS Rodovias Federais, José Aparecido Vieira, os dois trechos da BR–381, que estiveram no topo do ranking, passaram por obras até o primeiro semestre deste ano. “Com o fim dos trabalhos, a tendência é de uma redução no número de acidentes. Acho que isso contribuiu diretamente para a saída dos dois pontos do ranking nacional. Ali ainda é um local com problemas, já que o volume de carros e caminhões é muito grande. Os problemas persistem, e é necessário um alargamento de pistas ali”, ressalta Vieira.

Ranking. O ranking considera como acidentes graves o número de colisões que resultaram em morte ou feridos graves. Na lista anterior, a BR–222, no Ceará, ocupava a décima posição. Hoje, ela é a primeira. Outro ponto destacado no balanço foi a BR–101, que aparece com cinco trechos entre os mais perigosos. São eles: entre os KMs 200 e 210 e do 210 ao 220, em Santa Catarina; e do 140 ao 150, do 260 ao 270, e do 290 ao 300, no Estado do Espírito Santo.

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