Onda de assaltos leva medo ao Nova Floresta

Moradores e comerciantes relatam crescimento da criminalidade no local neste ano

iG Minas Gerais | Aline Diniz |

Preferencial. Rua do colégio é uma das mais visadas, segundo relatos de pais de alunos e moradores
DANIEL IGLESIAS/O TEMPO
Preferencial. Rua do colégio é uma das mais visadas, segundo relatos de pais de alunos e moradores

Moradores e comerciantes do Nova Floresta, na região Nordeste de Belo Horizonte, estão assustados com o aumento da incidência de roubos de carros e celulares na região. Pais de alunos do colégio Magnum também são vítimas constantes dos crimes. Muitos dos delitos são cometidos por homens que pilotam motocicletas. A reportagem de O TEMPO teve facilidade em encontrar quem já foi vítima ou presenciou algum crime no entorno da instituição.

“Fui buscar minha filha às 17h30, quando dois jovens chegaram armados e levaram meu carro com meu material de trabalho dentro”, conta a representante comercial, que pediu anonimato. Ela teve o Hunday IX 35 levado da rua São Claret, em frente a entrada dos alunos da educação infantil do colégio, no dia 1º de dezembro. “Eu e outras mães solicitamos que o diretor da escola marcasse uma reunião com comerciantes, moradores e Polícia Militar (PM). Mas até agora, não recebemos resposta”, finaliza.

Uma vendedora de uma loja da imediação, que também pediu para não ter o nome publicado, contou que a situação da criminalidade piorou neste ano. “No ano passado, a gente só ouvia falar de crimes que ocorriam com pais que buscavam os filhos em aulas à noite, como na escolinha de futebol”, disse.

Outra funcionária, que também solicitou anonimato, informou à reportagem que nos últimos três meses um criminoso que pilota uma motocicleta vermelha tem atuado na região. “Ele para, pergunta para a vítima que horas são e, quando a pessoa vai pegar o celular, ele o rouba”, descreve a mulher.

Moradores. O medo é o mesmo para os moradores do entorno. A assistente administrativa Luciana Santos, 32, moradora do bairro, foi vítima de uma tentativa de assalto em julho. “Eram 8h30 da manhã. O motoqueiro subiu na calçada e puxou minha bolsa. Eu dei um arranque e sai gritando”, revela. Luciana afirma que vários vizinhos também já foram assaltados e que todos registram boletins de ocorrência.

A assistente administrativa contou que tem visto mais policiais nas ruas após o aumento dos registros, entretanto, as ações ainda não foram suficientes para inibir a criminalidade. “O negócio está feio, não posso ver um motoqueiro que me assusto”, desabafou.

Números

Alta geral. Em 2013, a Secretaria de Estado de Defesa Social registrou 28.558 roubos em Belo Horizonte. Neste ano, até outubro, já foram contabilizados 28.426 roubos.

Colégio auxilia na segurança

Parceria. 0 Por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, o diretor do Colégio Magnum, Eldo Pena, informou que a instituição mantém uma relação com a Polícia Militar para aumentar o patrulhamento na região.

Reunião.  Conforme o texto, representantes da instituição de ensino se reuniram com a Associação Comunitária dos Bairros Nova Floresta e Silveira (Acobanfs) para que, na próxima semana seja realizado um encontro com o comando da Polícia Militar. O texto informa que conversas entre o Colégio Magnum e a associação são habituais.

Particular. Além da segurança pública, o colégio oferece seguranças particulares que ajudam na ronda e na vigia do entorno da instituição. Esses seguranças possuem um rádio comunicador para que qualquer eventualidade seja imediatamente comunicada aos responsáveis pelo colégio e repassada à Polícia Militar.

Preocupação.  A nota reitera que a o colégio Magnum preza pela segurança de toda a comunidade escolar e que está sempre buscando melhorias que possam ajudar para que esse quesito possa ser melhorado.

Polícia nega aumento de ocorrências O major Flávio Henrique Naziazeno, comandante do 16° Batalhão de Polícia Militar, responsável pela segurança na área, informou que não registrou aumento na criminalidade no local. O policiamento é feito por meio de operações e patrulhas. Segundo Naziazeno, a intenção da PM é expandir a rede de vizinhos e comerciantes protegidos. O oficial não descarta o uso do aplicativo WhatsApp para melhorar a segurança, como já vem sendo feito em outros bairros da cidade.

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