Corte de apoio foi o início do ‘fim’

Até 1966, a Belgo Mineira bancava os gastos do Siderúrgica, já que a equipe não faturava muito com bilheteria

iG Minas Gerais | Vinícius SilveirA |

Após o Campeonato Mineiro de 1964, o Siderúrgica classificou-se para a Taça Brasil de 1965. A Tartaruga, mascote criado por Fernando Pierucetti, entrou na terceira fase do torneio nacional e eliminou o Atlético-GO. Na partida decisiva, o Siderúrgica venceu por 3 a 1, no Mineirão.  

Esse jogo é considerado o primeiro entre equipes de Estados diferentes no Gigante da Pampulha.

Nas oitavas de final, acabou eliminado pelo Grêmio, com uma derrota no embate inicial, por 3 a 1, e um empate por 2 a 2, no Mineirão. Simultaneamente, o Siderúrgica disputava o Mineiro e, durante a competição, perdeu seu treinador, Yustrich. Como resultado, terminou o torneio na quarta posição e a taça ficou com o Cruzeiro.

Até 1966, a Belgo Mineira bancava os gastos do Siderúrgica, já que a equipe não faturava muito com bilheteria. A empresa, que trabalha no ramo do aço, reduziu pela metade o dinheiro repassado ao clube e as dívidas começaram a aparecer, dificultando a vida no futebol profissional.

Com pouco dinheiro e perdendo jogadores importantes, o time de Sabará fez uma campanha muito ruim no Mineiro, terminando em 11º lugar e sendo rebaixado, juntamente com o Renascença.

Com a saída da Belgo, o Siderúrgica fechou as portas em 1967, retomando as atividades no futebol profissional apenas em 1992, mas sem o mesmo brilho de outrora.

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