Meio século de uma taça inesquecível

Campeã também em 1937, equipe foi a última a vencer o Estadual antes da era Mineirão

iG Minas Gerais | Vinícius SilveirA |


Djair sente muito orgulho de ter feito parte do time campeão de 64
LEO FONTES / O TEMPO
Djair sente muito orgulho de ter feito parte do time campeão de 64

Uma das histórias mais bonitas do futebol mineiro completa 50 anos hoje. O Siderúrgica, simpático time da cidade de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, festeja meio século de seu segundo e último título estadual, no 13 de dezembro de 1964. Foi também a última conquista do regional antes da inauguração do Mineirão, em 1965.  

Da equipe vitoriosa comandada pelo lendário técnico Yustrich, o goleiro Djair, que hoje é motorista da Prefeitura de Sabará, segue andando pelas ruas da cidade contando histórias do time que desbancou os favoritos Atlético, que lutava pelo tricampeonato; Cruzeiro, que iniciava a montagem da máquina de Tostão, Dirceu Lopes e cia.; e América, do craque Jair Bala.

Ao relembrar a equipe, o ex-goleiro conta como aquele elenco foi montado. “O Siderúrgica já era um time formado desde o Estadual de 63. No meio daquele campeonato, o Yustrich assumiu e saímos das últimas posições para chegar em quarto lugar. Em 64, com a chegada de mais um goleiro, o Bajoso, e os pontas Noventa e Paulista, estávamos prontos para ser campeões”, contou.

Uma das características marcantes de Djair é sua altura. Com apenas 1,68 m, o camisa 1 foi o menos vazado do campeonato e considerado o melhor goleiro de Minas. “Minha altura não era problema, pois era um dos melhores, tanto que, cheguei em 1956 e, no ano seguinte, já estava na seleção mineira”, ressalta. Djair considera o América o rival mais perigoso da época. “O América era o time mais forte. Fizemos o jogo contra eles com apenas dois pontos de diferença a nosso favor. Na Alameda (campo do América), ganhamos por 3 a 1 e ficamos com o título”, lembra.

Após o fechamento do Siderúrgica, Djair foi para o Coelho, e encerrou sua carreira. O ex-goleiro relembra com carinho dos amigos que fez, mas não chegou a lamentar ter saído do Siderúrgica e do futebol. “Sinto saudade apenas dos amigos e dos jogadores. Desde quando comecei, eu sabia que um dia iria acabar”, ressaltou.

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