Britânicos editaram relatório

Documento pode ter escondido ações de aliados dos EUA

iG Minas Gerais |

Gabinete de Cameron havia dito que cortes eram por segurança
Jacquelyn Martin/AP – 13.5.2014
Gabinete de Cameron havia dito que cortes eram por segurança

Londres, Reino Unido. Um novo fato a respeito do relatório do Senado norte-americano que revelou a prática de tortura pela Agência Central de Inteligência (CIA, em inglês) dos Estados Unidos deve aumentar a polêmica em torno do documento.  

Referências a agências de inteligência britânicas foram deletadas, a pedido delas, do relatório, segundo informou ontem o jornal britânico “The Guardian”.

Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, reconheceu que o Reino Unido teve atendido seu pedido de que fossem deletados elementos do texto antes de sua publicação. Anteriormente, porém, o gabinete do premiê havia dito que quaisquer cortes no texto só teriam sido pedidos por razões de “segurança nacional”.

Com a admissão do fato, surge uma nova suspeita em torno do relatório. É que acredita-se que o documento, não obstante tecer críticas contundentes à CIA, foi editado para ocultar o modo como aliados estreitos dos Estados Unidos se envolveram no programa global de sequestros e tortura montado após os ataques da Al Qaeda em 11 de setembro de 2001.

Os dois casos principais relevantes ao envolvimento das agências de espionagem britânicas são os de Binyam Mohamed, cidadão britânico torturado e levado a Guantánamo em segredo, e o sequestro de dois dissidentes líbios destacados, Abdel Hakim Belhaj e Sami-al-Saadi, e suas famílias, levados de avião em 2004 a Trípoli, onde foram torturados pela polícia secreta de Muammar Gaddafi.

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