Empreendedoras reduzem vagas no país

Empresas de grande crescimento também cortaram salários

iG Minas Gerais |

RIO DE JANEIRO. A desaceleração da economia do país afetou a geração de vagas nas empresas de alto crescimento. Entre 2010 e 2012, as companhias empreendedoras mantiveram sua participação entre as empresas ativas no país, mas desaceleraram o ritmo de contratações e reduziram os salários, segundo as Estatísticas de Empreendedorismo 2012 divulgadas nesta sexta pelo IBGE.

Na pesquisa, as empresas de alto crescimento são aquelas que aumentaram em, pelo menos, 20% ao ano o número de empregados por um período de três anos consecutivos e tinham pelo menos dez pessoas ocupadas assalariadas no ano inicial de observação.

Em 2012, o Brasil tinha 35.206 empresas consideradas de alto crescimento, acima das 34.528 registradas em 2011. No entanto, essas empresas ainda equivaliam a 0,8% do total de companhias ativas na economia, mesmo montante registrado no ano anterior.

No triênio de 2010 a 2012, as empresas empreendedoras apresentaram um crescimento médio de pessoal ocupado de 167,8% – o equivalente à geração de 3,3 milhões novos postos de trabalho. No entanto, nos triênios anteriores, a taxa de crescimento de empregados era de aproximadamente 175,5% – uma queda de 7,6 pontos percentuais.

Salários. Houve ainda uma redução no salário médio, de 2,7 salários mínimos em 2010 e 2011 para 2,5 salários mínimos em 2012. “Isso acontece muito por causa das empresas pequenas em que você vende muito mais o sonho do que o trabalho. O salário é usado como poder de barganha mais nas contratações das grandes empresas”, justificou Cristiano Santos, técnico da Coordenação de Indústria do IBGE.

Destaques Setores. Entre as empresas de alto crescimento, destacam-se por pagar salários médios acima da média os setores de eletricidade e gás (8,2 salários mínimos) e indústrias extrativas (7,4 s.m).

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