Coleção apresenta obras que revisitam a história do Brasil

iG Minas Gerais | Carlos Andrei Siquara |

Expografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara evita molduras
Christina Rufatto
Expografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara evita molduras

São Paulo. A exuberância da natureza brasileira, capturada pelo olhar dos artistas e dos naturalistas estrangeiros, que chegaram ao país a partir de 1800, está retratada em 300 gravuras instaladas na entrada do espaço Olavo Setubal. A sala é um dos destaques do local que é inaugurado hoje e ocupa dois andares do edifício Itaú Cultural, em São Paulo.

Ali está exposta, em caráter permanente, um precioso conjunto de obras como aquelas, além de raríssimas moedas, medalhas e consagrações. Se somam a esse conteúdo outros trabalhos de grande importância, a exemplo das gravuras de Rugendas, Debret, Chamberlain, Auguste Sisson, entre outros. Figuram também pinturas, primeiras edições de livros e documentos.

Em comum, todas as peças apontam para diferentes momentos da história do Brasil e, por isso, estão reunidas em nove módulos que desenham um trajeto, desde a chegada dos portugueses ao país até as décadas mais recentes. Apesar de percorrer uma iconografia produzida ao longo de cinco séculos, o curador Pedro Corrêa do Lago ressalta que esse projeto vai além de uma abordagem histórica.

“Esta é, sobretudo, uma exposição de arte. Há criações de grande valor e que dificilmente poderiam ser vistas sem um grande esforço ou visitas a acervos, que nem sempre são de fácil acesso. É por meio dessas obras que nós temos contato com os episódios históricos, ou seja, elas nos conduzem ao contexto de diversas épocas”, explica Lago.

Responsável pela curadoria do acervo de numismática que acolhe moedas, consagrações e medalhas, Vagner Porto destaca a maneira inédita como foi combinado esse material com as obras de arte.

“Eu já visitei museus de numismática em várias partes do mundo e nunca vi uma iniciativa como essa, que pensa no diálogo entre as obras e essas outras peças. Nesse espaço houve, assim, o cuidado de aproximá-las de maneira complementar”, diz Porto.

A mostra nasce após um trabalho de cinco anos. Mais informações no site itaucultural.org.br.

O repórter viajou a convite do Itaú Cultural

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