Gladius 650 é naked, porém elegante

Modelo da Suzuki ganha espaço pelas linhas refinadas e bom custo-benefício

iG Minas Gerais | Marco Balvetti |

Suzuki Gladius
Suzuki/Divulgação
Suzuki Gladius

O estilo da Suzuki Gladius provocou em 2009, quando foi lançada, uma ruptura com a natureza das nakeds. As linhas refinadas praticamente mudaram o padrão entre as motos médias, consideradas de entrada na Europa. Apesar do design elaborado, a Gladius tem um bom nível de compromisso com o espírito prático que deve nortear um modelo pensado para conjugar o ambiente urbano com trechos de estrada.

O interessante propulsor bicilíndrico V Twin de 645 cm³ produz 72 cv a 8.400 rpm, com torque de 6,53 kgfm a 6.400 giros. No Brasil, esse rendimento a coloca frente à frente com outros modelos sem carenagem de origem japonesa, como Yamaha XJ6-N, Kawasaki ER6-N e Honda CB 650 F – sucessora da Hornet –, que têm preço e potência ligeiramente maiores que os da Gladius, que desembarcou por aqui em fevereiro deste ano por R$ 27.240.

De lá para cá, o modelo japonês emplacou nada menos que 78 unidades, ou quase nove por mês. É pouco, mas ainda é quase o triplo do que vendeu a outra naked média do line-up da Suzuki, a Bandit 650. Em relação às conterrâneas, no entanto, a falta de estrutura da Suzuki no Brasil se faz sentir. Historicamente, a ER6-N vende cerca de 65 unidades mensais, enquanto a Yamaha chega a 200 XJ6-N. A Honda acaba de substituir a CB 600 R Hornet pela CB 650 F e ainda não tem números estável no segmento, mas a média costuma ser próxima de 400 emplacamentos a cada mês.

Impressões

Uma vez no banco, o chassi ágil oferece uma confiança imediata. A ciclística permite tanto enfrentar o tráfego de forma relaxada quanto encarar as vias expressas sem estresse. Nesse quesito, a maneabilidade é um dos pontos fortes da Suzuki Gladius 650. Dinamicamente ela se mostra também versátil. Seu motor de dois cilindros oferece regularidade e suavidade nas baixas rotações, mas se torna bastante agressivo quando passa de 7.000 rotações.

Quando se busca um comportamento mais nervoso, descobre-se um câmbio com mudanças extremamente rápidas, uma embreagem igualmente precisa e um sistema de freios que não exige muita força do piloto. É nesta circunstância que a Gladius 650 oferece seu melhor, com grande facilidade de alcançar ângulos de inclinação fortes e pelo comportamento bastante previsível.

Claro, as suspensões são calibradas para ser suaves, mas isso não limita o conjunto e permite, de fato, uma condução sem temor das irregularidades. Com um nível de vibração mínimo e elevado conforto, a Suzuki Gladius 650 se revela, sem rodeios, uma excelente companheira de viagem, tanto na cidade quanto em trechos mais desafiadores.

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